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Tóquio 2020

Inseparáveis, Gabi e Natália miram a consagração no Japão

Parceiras na vida e nas quadras, Gabi e Natália prometem uma seleção com apetite em Tóquio-2020

Natália e Gabi, da seleção brasileira de vôlei feminino (Facebook/natzilio12)

Inseparáveis, Gabi e Natália miram a consagração no Japão

Assim que questionadas sobre como a seleção feminina chegará para a disputa da Olimpíada de Tóquio-2020, as amigas Natália e Gabi mandaram na lata e quase ao mesmo tempo. “Vamos chegar voando” e “vontade e energia não vão faltar”. Isso dá uma ideia da fome de vencer das duas, não?

Em entrevista para o canal Vamo Junto, comandada pelo Olimpíada Todo Dia, as amigas inseparáveis e absolutas na seleção brasileira, comentaram sobre a influência no adiamento dos Jogos, listaram as principais rivais e demonstraram um desejo absurdo de consagrarem sua geração no Japão.

Gabi e Natália são muito amigas, se falam todos os dias e são dois dos pilares mais importantes do Brasil que vai para Tóquio-2020 meio desacreditada após resultados fracos nos dois últimos anos.

Apetite

O último título de expressão internacional da seleção brasileira de vôlei feminino foi em 2017, no antigo Grand-Prix, atual Liga das Nações. “A seleção foi campeã em 2017, conseguiu acompanhar as três favoritas e sabemos o que temos que fazer”, diz Natália.

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“Foi bom passar por dificuldades. Todas estão querendo muito, sofremos esses anos e vamos correr atrás. Essa Olimpíada é a chance de provar o valor dessa geração”, emenda Gabi.

E ao serem perguntadas quem são as principais adversárias, as amigas têm a mesma resposta na ponta da língua: Sérvia, China e Estados Unidos. Com a Itália correndo por fora.

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Gabi, Natália e as companheiras de seleção (Reprodução/FIVB)

Deu ruim

Não fosse a pandemia, a Olimpíada de Tóquio-2020 já seria história. Mas o adiamento forçou a espera pelos Jogos por mais um ano. Isso terá um custo. “Esse seria o primeiro ano em que a gente ia conseguir reunir a equipe inteira após várias temporadas. Eu, Gabizinha, Tandara e Thaisa, que fez uma temporada maravilhosa no Minas”, lamenta Natália.

+ #TAG melhores amigas

Sem a realização dos Jogos, a seleção brasileira de vôlei feminino não irá jogar mais nenhuma outra competição em 2020. “É ruim, principalmente porque a seleção não conseguiu se reunir, que era uma coisa muito importante para nós. Um ano é muito tempo para ficar sem jogar juntas”, lamenta Gabi.

Otimistas

O adiamento é certo e há de se lidar com isso. “Pelo lado positivo, eu acho que tive um tempo para me preparar”, diz Gabi. “Só que muitas outras atletas nem conseguiram treinar ainda. Isso vai ser complicado. Mas é um tempo para descansar e se recuperar das lesões.”

Treinando com José Roberto Guimarães, técnico da seleção, Natália também tenta enxergar a situação com otimismo. “Esse período afastadas talvez seja um fator importante que vá nos ajudar em Tóquio. Dá pra sentir que coletivamente estamos dispostas a tudo para chegar bem lá.”

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