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Tóquio 2020

Interação entre as ginásticas marca trabalho da Missão Europa

Troca de conhecimento entre treinadores de diferentes modalidades da ginástica e trabalhos conjuntos dão oportunidade para o crescimento de todos

Atletas da ginástica rítmica e artística treinam juntas em Portugal (Divulgação/CBG)

Interação entre as ginásticas marca trabalho da Missão Europa

Muito mais do que uma viagem em busca de condições viáveis de treinamento, a Missão Europa está se constituindo em um marco na história da ginástica brasileira. Em Sangalhos, Portugal, atletas da ginástica rítmica e da ginástica artística conversam, aprofundam amizades e participam de treinamentos conjuntos.

Os treinadores compartilham experiências e encontram metodologias úteis, o que contribui para o aprimoramento dos conhecimentos durante a Missão Europa.

Tudo misturado

“É muito legal essa integração. Sempre acontece isso entre a ginástica artística feminina e a masculina quando temos os trabalhos em conjunto no Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio. Agora desfrutamos da oportunidade de conviver também com as meninas da ginástica rítmica. Fizemos essa integração no aquecimento delas e foi bem proveitoso. Com essa união, ganhamos todos nós”, afirma Caio Souza.

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O aquecimento a que Caio se refere foi comandado por Bruna Martins, treinadora de balé e auxiliar técnica de Camila Ferezin na seleção brasileira de conjunto da ginástica rítmica.

Bruna está muito satisfeita com o grau de comprometimento e adesão das atletas da ginástica artística, suas novas alunas. A mestra passa até uma espécie de “lição de casa” para as ginastas, que estão cumprindo as tarefas com louvor. “Eu ensino alguns movimentos de balé a elas e envio algumas questões, para ajudá-las a rememorar o conteúdo. E elas vão atrás. Pesquisam na internet, se esforçam para responder. Fico muito satisfeita com essa dedicação”, diz a treinadora.

“Esse trabalho com a ginástica artística também me motiva bastante. São corpos mais fortes. Tenho que reestruturar esses corpos e inserir o trabalho de balé, que é muito útil, sobretudo quando elas competem no solo e na trave de equilíbrio. O balé contribui para a graciosidade e a fluidez dos movimentos, além da coordenação”.

Ginásticas Missão Europa artística rítmica
Aulas de balé estão sendo administradas na Missão Europa (Divulgação/CBG)

Interação entre atletas

“Podemos trocar várias experiências, fazer amizades. Tivemos aulas com os professores da ginástica artística. Os meninos da ginástica artística masculina participaram do nosso aquecimento e, além de ter sido divertido, está somando muito para a nossa carreira. Tenho certeza de que futuramente isso vai nos ajudar bastante”, complementa Duda Arakaki, capitã da equipe de ginástica rítmica do Brasil.

No Pan de Lima-2019, a ginástica rítmica do Brasil obteve a quinta medalha de ouro em edições consecutivas dos Jogos Pan-Americanos.

“São técnicas diferentes e ao mesmo tempo meio parecidas. As treinadoras da ginástica artística conseguem nos ajudar a melhorar em alguns aspectos que precisamos fortalecer. O desenvolvimento é mútuo. As meninas da ginástica rítmica, por outro lado, estão aproveitando para desenvolver a força em trabalhos com o pessoal do masculino. Acho que vamos sair daqui melhores do que nunca”, afirma Rebeca Andrade, dona de uma grande coleção de medalhas na ginástica artística.

+ Em um ano, Zanetti pode entrar em grupo com Scheidt e Giba

“Está sendo muito legal conhecer as meninas da ginástica rítmica e fazer balé com a Bruna. Trocar essas informações é muito bom, porque uma contribui para o trabalho da outra”, acrescenta Flávia Saraiva, que já tem vaga olímpica assegurada e é dona de três medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima e finalista olímpica.

Arthur Zanetti, dono de um ouro e de uma prata olímpicos, pensa da mesma forma. “Com essa aproximação, a gente conversa, tira dúvidas. Podemos ver como elas treinam, e nós fazemos o mesmo. Observamos as facilidades e dificuldades delas, e vice-versa. Trocamos dicas e todos evoluem”.

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