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Thiago Braz - Etapa de Estocolmo da Liga Diamante - Liga Diamante - Salto com Vara Atletismo Thiago Braz Tóquio Augusto Dutra Alison dos Santos Marcio Teles

Tóquio 2020

Europeus são os alvos dos brasileiros no próximo 3 de agosto

Thiago Braz e Augusto Dutra, do salto com vara, e Alison dos Santos e Marcio Teles, dos 400 m com barreiras, representarão o Brasil em Tóquio

Thiago Braz é o atual campeão olímpico do salto com vara (Wagner do Carmo/CBAt)

Europeus são os alvos dos brasileiros no próximo 3 de agosto

Quatro atletas brasileiros entrarão no Estádio Olímpico no próximo dia 3 de agosto. Daqui a um ano, Thiago Braz, campeão olímpico nos Jogos Rio-2016, e Augusto Dutra, ambos do salto com vara, e Alison dos Santos e Marcio Teles, dos 400 m com barreiras, competirão em busca da glória na Olimpíada de Tóquio em 2021. Nas duas provas, os alvos deles serão os europeus Armand Duplantis, da Suécia, e Karsten Warholm, da Noruega.

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Medalha de ouro no salto com vara na Rio-2016, quando inclusive bateu o recorde olímpico, Thiago Braz teve um ciclo para Tóquio bastante complicado. Depois de saltar 6,03 m na Olimpíada disputada no Brasil, o atleta viu seu desempenho despencar em 2017, com 5,60 m como melhor marca. No ano seguinte, o competidor continuou abaixo e saltou para 5,70 m. Em 2019, Thiago Braz, que ocupa a quinta posição no ranking, reagiu e fez 5,92 m.

Thiago Braz e a positividade

O campeão olímpico contou como se sentiu e considerou o adiamento bom para ele no aspecto esportivo. “Acho que temos que tirar algo positivo dos momentos difíceis das nossas vidas. Apesar de estar triste por conta do que estamos vivendo com essa pandemia terrível, ao mesmo tempo vou permanecer mais um ano como campeão olímpico. Além disso, não só eu, mas todos os atletas vão poder se preparar melhor para os Jogos”, disse.

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“Seria muito difícil conseguirmos fazer a preparação para uma Olimpíada, com o elevado nível que se exige, sem os atletas conseguirem treinar e competir normalmente. Foi a melhor coisa a se fazer. Acredito que no ano que vem a Olimpíada será um grande espetáculo para o mundo”, afirmou Thiago Braz, de 26 anos, em abril ao Blog Laguna Olímpico, do OTD.

Augusto Dutra foca em melhorar sua técnica

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Augusto Dutra disputou o Mundial de Atletismo em Doha, em 2019 (Wagner do Carmo/CBAt)

O atleta Augusto Dutra, que tem como melhor marca 5,82 m, em 2013, também foi beneficiado pelo adiamento dos Jogos de Tóquio para 2021. O saltador rompeu o tendão de um dedo da mão esquerda e precisou fazer cirurgia. Ele já está saltando normal e ganhou mais tempo para treinar, corrigir os erros e se preparar mais para a competição. Após uma fase ruim, o atleta se recuperou e, segundo ele, vive o melhor momento da carreira.

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Entre 2018 e 2019, Augusto Dutra, que atualmente está na nona colocação no ranking, ganhou três medalhas de ouro consecutivas em eventos importantes pelas Américas: Jogos Sul-Americanos e Campeonato Ibero-Americano, em 2018, além do Campeonato Pan-Americano da modalidade, em 2019. Ele também ficou com a prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no ano passado.

Sueco pela frente em Tóquio

A meta de Augusto Dutra, de 30 anos, é melhorar sua técnica para chegar bem em Tóquio. Além de Thiago Braz, Dutra tem como principal rival o sueco Armand Duplantis, de apenas 20 anos. “Ele está batendo recorde mundial como se fosse nada. Eu nunca vi isso”, admitiu o brasileiro. “Para baterem o recorde do Serguei Bubka foram anos e agora esse menino vem e salta como se fosse nada”, completou o atleta em live do OTD em abril.

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Mesmo ciente que a disputa é complicada, Dutra sabe o que precisa fazer para subir ao pódio. “Eu acredito que tenha que chegar a 5,90 m, 5,95 m, ou 6 m. Com essas marcas eu fico em 2º ou 3º. Eu já saltei 6 metros em treino, duas vezes. Uma em 2014, antes de machucar, e outra no começo de 2018. Acredito que com mais um ano com a técnica nova eu esteja apto a voar alto e conquistar uma medalha”, concluiu Augusto Dutra.

Alison dos Santos e sua rápida evolução

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Alison dos Santos é um dos atletas brasileiros mais promissores (Wagner do Carmo/CBAt)

Mudando do salto com vara para os 400 m com barreiras, Alison dos Santos, de 20 anos, chega aos Jogos de Tóquio como uma das revelações do atletismo brasileiro e um dos atletas mais promissores da modalidade. De olho na competição, que mudou de 2020 para 2021 devido à pandemia de coronavírus, o corredor fez uma avaliação de seu ciclo e, levando em consideração o cenário atual de sua prova, apontou os principais rivais.

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“Avalio que tive um desempenho muito bom e uma evolução gigantesca de ano para ano. Foram três temporadas nas quais cresci como atleta com a ajuda da minha equipe e do Pinheiros”, comentou Alison dos Santos, que acha que seu maior rival é ele mesmo. “Meu maior adversário sou eu mesmo. Eles estão correndo atrás do deles e eu atrás do meu. Penso que tenho que batalhar por mim e que posso fazer a diferença”, completou.

Alison dos Santos destacou Abderrahman Samba, do Qatar, Rai Benjamin, dos Estados Unidos, e o norueguês atual bicampeão mundial dos 400 m com barreiras. “Não posso deixar de comentar que têm grandes atletas que estão correndo bem, com ótimos resultados e estão entre os maiores da história. Se for pra citar apenas um, eu acho que o maior adversário é o Karsten Warholm”, disse Alison dos Santos em entrevista ao OTD.

Norueguês pela frente

Finalista do Campeonato Mundial de 2019, disputado em Doha, no Qatar, com sua melhor marca no ano, 48s28, Alison dos Santos tem apresentado resultados expressivos e, de 2018 para 2019, diminuiu em um segundo e meio seu tempo. “Essa evolução rápida assustou a mim e a meu treinador também. Não esperava que fosse tão rápido assim. A cada competição era uma surpresa e corria melhor”, comentou.

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“Tenho trabalhado cada vez mais focado em atingir meu objetivo. Estou batalhando para levar o nome do Brasil ao pódio”, afirmou Alison dos Santos, que pretende correr abaixo de 48 segundos em Tóquio. “Para chegar com condições de medalha tenho chegar correndo 47 segundos. Meu objetivo é chegar na Olimpíada correndo 47 segundos para ter chance de uma medalha e brigar forte em uma final”, disse o atleta em live do OTD.

Marcio Teles e sua melhor marca em 2019

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Marcio Teles fez uma temporada de 2019 com 15 competições (Wander Roberto/Exemplus/COB)

O outro atleta brasileiro dos 400 m com barreiras é o Marcio Teles, de 26 anos. No momento, o atleta é o 43º do ranking na prova. O competidor tem como sua melhor marca o tempo de 48s60, em 2019. A primeira competição em que participou visando os Jogos de Tóquio foi o Sul-Americano Sub-23 em 2016, quando ganhou a prova com 52s31. Já em 2017, Marcio Teles esteve em ação em 10 eventos.

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O atleta fez nove aparições em eventos disputados no Brasil e ganhou seis, com a melhor marca em junho de 2017, em competição realizada em São Bernardo do Campo, quando venceu com a marca de 48s94. A única vez que deixou o país foi para disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Londres. Já em 2018, Marcio Teles acrescentou mais torneios no exterior em seu calendário.

Em junho, o atleta esteve nos Jogos Sul-Americanos em Cochabamba, na Bolívia, e ficou em terceiro com o tempo 49s78. No mesmo mês, foi para a Polônia e repetiu o resultado, mas, desta vez, com a marca 50s50. Em seguida, em Portugal, ganhou a prova com 49s76. A última competição em junho foi na Suécia e ele subiu ao topo do pódio com 49s78. Marcio Teles ainda ganhou mais duas provas, sendo uma na Suíça (49s09) e outra no Peru (49s64).

Calendário mais movimentado

Por fim, em 2019, o calendário mais intenso, com 15 competições. Destaque para as medalhas de ouro no Desafio Brasil Caixa de Atletismo, em São Paulo, no Trofeo Antonio Prieto, na Espanha, no Leichtathletik-Meeting, na Alemanha, no Circuito Bandeirante, em São Bernardo do Campo, e no Campeonato Brasileiro, em Bragança Paulista.

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Marcio Teles também ganhou as medalhas de prata no Résisprint International, na Suíça, e no Meeting Internacional de Portugal. Além disso, foi bronze no Torneio Cesar Palermo Kassab, em São Paulo, e o sétimo colocado em sua prova no Campeonato Mundial de Atletismo, em Doha, no Qatar.

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