Você está acostumado a ver o Marcus D’Almeida atirando durante as competições. Mas ele também pode ser visto de binóculo na mão. É que além de atleta, ele é técnico da esposa, Bianca Rodrigues. Os dois se conheceram quando ela era atleta de hipismo durante os Jogos Olímpicos da Juventude de Nanquim-2014. Agora, eles sonham ir juntos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028
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Bianca Rodrigues conta que tudo começou com Marcus D’Almeida a incentivando a praticar tiro com arco. “A gente se reencontrou, eu não estava mais no hipismo. Então, eu estava com muita vontade de voltar a competir em alto nível. Então, o tiro com o arco estava ali, ele estava me ajudando e foi ótimo”, conta Bianca.
Modalidades diferentes de tiro com arco
Bianca compete em uma modalidade diferente da de Marcus. Enquanto ele é do arco recurvo, ela é do arco composto. A modalidade dele é a mais tradicional, olímpica desde sempre. Tanto que Marcus vai tentar em Los Angeles disputar sua quarta Olimpíada. Já o arco composto será olímpico pela primeira vez em 2028. Mas apenas duplas mistas podem se classificar. Apesar das modalidades diferentes, os dois já sonham em estar juntos em Los Angeles.
“É um sonho, é um sonho. É um sonho de muito trabalho, né? Agora eu já falei para ela, que não tem que pensar nisso agora. Ainda mais que o dela é em dupla. Ela tem que fortalecer a dupla dela, pensar em chamar os meninos para treinar, que são hoje os três aí do Brasil, chamar para treinar, de cada vez ficar mais junto para conseguir essa vaga”, afirma Marcus D’Almeida.
“Esse sonho já era plantado lá no hipismo comigo, e aí eu não vou esquecer esse sonho, esse sonho ainda está muito dentro de mim, e graças a Deus eu estou numa categoria que agora virou olímpica. Então, eu não acredito em coincidência, acredito que a gente vai fazer o melhor que o Brasil”, acrescenta Bianca.
Bianca surpreende Marcus
Marcus D’Almeida está otimista com o desempenho e a evolução rápida da pupila. “Ela me surpreende em prova, principalmente. E assim, como eu estou há muito tempo nesse esporte, eu sei tecnicamente mais ou menos o que ela é capaz de fazer. Só que nas últimas duas provas ela me surpreendeu. Isso mostra que o mental dela está muito mais forte do que a parte técnica. A técnica dela está inferior ao mental dela, isso é muito bom, porque é muito mais difícil evoluir o mental do que a técnica. A técnica com calma tem um caminho mais fácil, o mental é mais um caminho difícil de trabalhar”, explica.
No Rio Indoor 250, disputado no último final de semana, Bianca ficou perto da medalha. Na disputa do bronze, perdeu por muito pouco para a mexicana Andrea Becerra, número um do ranking mundial. “Foi muito bom, fiquei muito feliz, muito orgulhosa do meu desempenho. A Becerra é a atual número um do ranking mundial, ela está despontando muito. Então, foram as primeiras vezes. Eu nunca tinha feito Indoor, nunca tinha atirado com ela, e estou muito feliz. E também fui a única brasileira a chegar nas finais. Então, só motivo de orgulho”, comemora Bianca.
“Ela fez uma ótima prova e ficou em quarto lugar. Eu acho que não tem coisa melhor para subir o nível quando você está começando do que combater a contra número um do mundo. Então, graças a Deus isso aconteceu”, completou Marcus.