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Gabriel Medina toma virada no fim e é vice campeão em Pipeline

Medina perdeu para John John Florence nos dois minutos finais da decisão; Tati Weston-Webb entra para a história do surfe

Gabriel Medina toma virada no fim e é vice campeão em Pipeline (divulgação WSL)

Gabriel Medina toma virada no fim e é vice campeão em Pipeline

Após três dias de paralisação, voltaram as atividades na etapa de Pipeline do Circuito Mundial de Surfe (WSL) neste domingo (20). Ítalo Ferreira, Gabriel Medina, Jadson Andre, Miguel Pupo e Tatiana Weston-Webb caíram na água, com destaques para o bicampeão mundial e para a brasileira-havaiana.

Medina ficou com o vice-campeonato da etapa ao tomar a virada de John John Florence nos dois minutos finais, enquanto que Tati Weston-Webb se tornou a primeira mulher a vencer uma bateria em Pipeline.

Confira um resumo do que melhor aconteceu no Havaí nesse domingo.

50% nas oitavas

As atividades começaram com as oitavas de final do torneio. Dois dos quatro brasileiros avançaram às quartas. Primeiro, Ítalo Ferreira venceu Ryan Callina (Austrália) por 13.00 a 5.27 sem maiores dificuldades.

Na sequência, Miguel Pupo caiu diante de Jeremy Flores (França). Flores pegou uma boa onda faltando um minuto e se classificou ao vencer por 8.80 a 4.83. Pupo terminou na nona colocação.

Gabriel Medina foi o segundo a se garantir entre os oito. O campeão mundial fez 11.56 a 6.67 em Jack Freestone (Austrália). O adversário de Medina saiu logo na sequência. O japonês Kanoa Igarashi venceu de maneira apertada o brasileiro Jadson André: 11.54 a 12.33.

Vitória com lesão e avanço dramático nas quartas

O primeiro brasileiro a se garantir nas quartas em Pipeline foi o atual campeão Ítalo Ferreira O potiguar venceu o francês Jeremy Flores por 13.54 a 10.53 em uma classificação heróica.

Logo no início, Ítalo se machucou na região lombar bateu a cabeça em um choque com a bancada de Pipeline no início da bateria. O brasileiro surfou durante todo o tempo com fortes dores, chegando inclusive a receber atendimento médico. Mesmo assim, conseguiu se garantir nas semifinais.

Gabriel Medina chegou na decisão em Pipeline, no Havaí, após vencer Ítalo Ferreira na semifinal, mas caiu para o havaiano; Tati Weston-Webb para na semi

Na sequência, Gabriel Medina encarou o japonês Kanoa Igarashi. Com direito a virada na última onda, o brasileiro fez 9.13 a 7.06 e garantiu automaticamente um brasileiro na final em Pipeline, já que o chaveamento o colocou como adversário de Ítalo Ferreira.

Brasileira entra para a história

Após a finalização das oitavas e quartas do masculino, foi a vez das mulheres entrarem para a história em Pipeline.

Isso ocorreu porque na última sexta-feira (17), Pipeline foi anunciada para dar sequência a Etapa de Mauí, competição que começou em Honolua Bay, em Maui (Havaí), mas precisou ser trocada de local após um ataque de tubarão a um surfista amador com vítima fatal.

Isso fez com que pela primeira vez na história, uma etapa feminina da WSL fosse disputada nos tubos de Pipeline.

E a brasileira Tatiana Weston-Webb se tornou a primeira mulher a vencer uma bateria em um dos locais mais sagrados do surfe. De virada e na última onda, a brasileira fez 8,60 a 6,30 na americana Sage Erickson em uma bateria de ondas fracas e pontuação baixa e se juntou as já classificadas Sally Fitzgibbons, Tyler Wright e Carissa Moore.

Tati voltou às águas pra enfrentar a tetracampeã mundial Carissa Moore na semifinal. A brasileira, no entanto, não foi páreo para a havaiana que pegou duas grandes ondas e venceu por 16,60 a 2,47 para enfrentar a australiana Tayler Wight  na grande final.

A algoz de Tatiana Weston-Webb não repetiu a performance na decisão, tornando a australiana Tayler Wright a primeira campeã em uma competição oficial da WSL em Pipeline.

Reedição de 2019

Após uma grande bateria entre Kelly Slater e John John Florence, vencida pelo havaiano, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira caíram na água para reeditar a final do ano anterior que coroou Ítalo como o grande campeão do Circuito Mundial.

Em uma semifinal menos disputada que a anterior, Medina venceu por 12,60 (7,00 e 5,60) a 8,37 (7,37 e 1,00). O paulista de Maresias controlou a bateria o tempo todo, não dando chances para o campeão mundial.

Gabriel Medina toma virada no fim e é vice campeão em Pipeline (divulgação WSL)

Final

Na grande decisão, Gabriel Medina pegou as duas primeiras ondas, somando 8.76. John John Florence tentou uma onda promissora, mas acabou não concluindo. Medina foi espeto e pegou uma boa na sequência, trocando uma nota. Com 20 minutos faltando, o brasileiro tinha 11.10 x 1.00.

Florence voltou para a bateria ao pegar um bom tubo, com Medina não conseguindo concluir sua onda na sequência. Nos cinco minutos finais, Florence passou a frente e venceu por 11.74 x 11.10.

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