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Brasileira se torna a única do mundo a jogar todos os grandes torneios do rúgbi



Edna Santini faz história no rúgbi: brasileira se torna a primeira atleta do mundo a disputar todos os grandes torneios da modalidade



Ao entrar em campo contra a África do Sul, Edna Santini se tornou a primeira atleta do mundo a jogar todos os principais torneios mundiais de rúgbi
Ao entrar em campo contra a África do Sul, Edna Santini se tornou a primeira atleta do mundo a jogar todos os principais torneios mundiais de rúgbi (Matias Santana / Brasil Rugby)

Northampton – O Brasil fez sua estreia no último domingo na Copa do Mundo de rúgbi de XV, na Inglaterra, contra a África do Sul. A partida foi histórica! Afinal, é a primeira participação das Yaras na competição. Mas uma jogadora em especial tem ainda mais motivos para comemorar. Edna Santini se tornou a primeira atleta da história no mundo a jogar todos os grandes eventos mundiais da modalidade.

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O recorde

Além da Copa do Mundo de rúgbi de XV, ela disputou Jogos Olímpicos, Copa do Mundo de sevens, Copa do Mundo de rúgbi league, Mundial Universitário e o circuito mundial de sevens. Para Edna Santini, alcançar essa versatilidade foi fruto de persistência e de nunca ter desistido do esporte.

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“Eu nunca imaginava que poderia jogar tantas modalidades diferentes. As oportunidades foram aparecendo porque eu nunca desisti, sempre acreditei no meu rúgbi. É um feito histórico não só para mim, mas também para o Brasil”, afirma a jogadora.

A atleta reconhece que a caminhada não foi fácil. Lesões, mudanças de país e momentos de afastamento da seleção fizeram parte do processo, mas Edna Santini sempre voltou ao alto rendimento. Hoje, além de atleta, também é treinadora em Portugal, onde vive desde 2019, e divide seu tempo entre o campo e a formação de novas jogadoras.

23 anos de rúgbi

Edna Santini tem 33 anos, 23 dos quais dedicados ao rúgbi. Ela começou na modalidade aos dez anos no São José Rugby em sua cidade natal, São José dos Campos. Desde então, nunca mais largou o esporte. Aos 16 anos, foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira, onde se consolidou como uma das jogadoras mais rápidas que o país já teve. No circuito mundial de sevens, ganhou o apelido de Pocket Rocket e chegou a ser destaque em vídeos oficiais da World Rugby, ao lado das maiores atletas do mundo.

Na seleção, exerce um papel de liderança. Ela acredita que sua presença pode dar segurança às mais jovens e mostrar que a carreira no esporte é feita de resiliência. “Meu papel hoje é mostrar resiliência. Não é um torneio ou uma derrota que definem quem você é. Persistência e maturidade fazem parte da trajetória. Quero que as meninas se sintam seguras e percebam que, se eu continuo aqui até hoje, é porque dá para acreditar e sonhar grande”, diz.

Apesar de veterana, Edna garante que a motivação continua a mesma: jogar por paixão. “Eu só jogo até hoje porque amo o rúgbi. Se não fosse paixão, eu já teria parado. Foram muitas dificuldades, mas também muitas conquistas e amizades que só o esporte me deu”.

Oportunidade de evolução

A Copa do Mundo de rúgbi de XV representa, portanto, mais um marco em uma carreira que já atravessou fronteiras e diferentes versões do jogo. Para Edna, enfrentar seleções como África do Sul, França e Itália é uma oportunidade de evolução para a equipe brasileira, que ainda busca espaço entre as grandes potências. Mais do que resultados imediatos, ela vê no torneio uma chance de aprendizado e de inspiração para novas gerações de jogadoras no Brasil.

O Brasil volta a jogar no próximo domingo, contra a França, Os jogos do Brasil serão transmitidos na ESPN e Disney+.

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