O ano de 2025 marca um momento histórico para o Bolsa Atleta, maior programa de patrocínio individual do mundo. Criada em 2005, a iniciativa alcançou a marca inédita de quase 10 mil beneficiados e recebeu aporte recorde de R$ 176 milhões do Governo Federal. O investimento consolida o papel do programa no apoio a carreiras de atletas olímpicos e paralímpicos, especialmente após os resultados obtidos nos Jogos de Paris, quando o Brasil conquistou sua segunda melhor campanha.
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Na capital francesa, o país somou 20 medalhas olímpicas e 89 paralímpicas. Todos os 61 atletas que subiram ao pódio já tiveram passagem pelo programa, incluindo Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz e Bia Souza. O impacto também é visto no crescimento do número de beneficiados: em 2025, houve aumento de 11% em relação ao ano anterior, garantindo suporte a jovens promessas e nomes consolidados.
“É extremamente positivo ver tantos esportistas beneficiados pelo Bolsa Atleta. Trata-se de um programa essencial para proporcionar melhores condições de desenvolvimento. Com base nos números de medalhistas atendidos, é possível concluir que a iniciativa, aliada ao trabalho dos clubes, tem gerado resultados concretos para o esporte brasileiro”, destaca Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes.
“O Bolsa Atleta é uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento do esporte no Brasil. Muitas modalidades ainda carecem de recursos e investimentos. O programa permite que atletas deem continuidade às suas carreiras e abre espaço para o surgimento de novos talentos, o que contribui diretamente para o desempenho esportivo do país”, afirma Vanessa Pires, CEO e fundadora da Brada, plataforma que conecta investidores a projetos de impacto positivo.
Representatividade
A presença feminina registrou avanço inédito. Pela primeira vez, o Brasil levou mais mulheres do que homens a uma edição dos Jogos: 153 atletas, representando 55% da delegação. Especialistas apontam que o aumento reflete um processo de maior valorização do esporte feminino, mas ainda exige mais condições de desenvolvimento.
“É gratificante observar o espaço que as mulheres têm passado a ocupar no esporte nos últimos anos. Essa conquista nos Jogos de Paris representa um grande passo, mas ainda é necessário oferecer condições cada vez melhores para que mais mulheres se desenvolvam e estejam presentes em competições deste porte”, disse a nutricionista Flávia Magalhães. Ela acompanhou a seleção feminina de futebol.