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Planeta Ippon

Brasil vai a Cancun atrás de recuperação e afirmação

Após o Mundial, Mayra Aguiar, Maria Suelen Altheman, Ketleyn Quadros e Rafaela Silva, no feminino, e David Moura, Vitor Penalber e Charles Chibana, no masculino, buscam retomar caminho das vitórias, enquanto nomes menos conhecidos lutam para manter ascensão.

Divulgação/Ministério do Esporte

O Mundial de Baku, no Azerbaijão, realizado no final de setembro não traz tantas boas lembranças para o judô brasileiro, uma vez que alcançamos o pior resultado em termos de medalhas desde 2009, com apenas um bronze. Passada a ressaca e levando-se em conta apenas os torneios individuais, nossos principais judocas voltam aos tatames no Grand Prix de Cancun, entre 12 e 14 de outubro, buscando recuperação.

A competição também pode confirmar a ascensão de atletas ainda sem muita expressão internacional, que, não é de hoje, vêm crescendo paulatinamente.

No feminino, Mayra Aguiar, Maria Suelen Altheman, Rafaela Silva, e Ketleyn Quadros, além de Sarah Menezes, encabeçam o time. Mayra foi a Baku defender o título de 2017 e em busca do tricampeonato mundial, mas perdeu logo na segunda luta. Rafaela Silva, atual campeã olímpica, não passou da primeira. Maria Suelen, assídua frequentadora de pódios desde o ano passado, ficou em quinto, e Ketleyn, a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica no Judô (2008), caiu na segunda luta. Ela venceu o torneio de Cancun no ano passado.

Jéssica Pereira também vai ao Caribe, e apesar de não ter conseguido medalha em Baku, fez um bom torneio perdendo a disputa do bronze para Erika Miranda. Do ano passado para cá, disputou dez competições e chegou seis vezes ao pódio, sendo quatro no ponto mais alto.

No masculino, David Moura, medalhista de prata no mundial do ano passado, que abertamente se coloca como candidato ao posto de algoz no francês Teddy Riner, não passou da estreia em Baku. Vitor Penalber, medalha de bronze três anos antes, caiu na segunda luta, assim como o campeão Pan-Americano de 2015, Charles Chibana.

Do grupo mais experiente que não foi ao Mundial, só Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012, vem com bons resultados este ano: quatro torneios, dois bronzes. Já Felipe Kitadai, também medalhista em Londres 2012 (bronze), anda meio sumido das principais disputas por medalha. A mais recente foi a final do Grand Slam de Abu Dhabi em 2017. Neste ano, dois torneios e duas eliminações na estreia.

Crescendo – Mas não é só recuperação que busca o time brasileiro. Há uma turma que vem ganhando solidez. A começar por Daniel Cargnin, atual campeão mundial júnior. Em Baku, venceu suas três primeiras lutas por ippon, só perdendo a final da chave para o então número um do mundo, o israelense Tal Flicker, após uma batalha de quase dez minutos. Venceu a repescagem e disputou o bronze com a lenda sul-coreana Baul An, perdendo pela contagem mínima já na reta final da disputa.

Rafael Macedo não foi bem no Mundial, perdeu na estreia, mas venceu o Grand Prix de Tblisi este ano e fez duas lutas valendo o bronze também em 2018. No ano passado, em Zagreb, ficou com a prata.

Do grupo masculino que não foi ao Mundial, destaque para Marcelo Contini (disputou apenas por equipes), o atual campeão do Grand Prix de Cancun. Eduardo Barbosa, Tiago Pinho, Leonardo Gonçalves, Rafael Buzacarini e Ruan Isquierdo completam o time que vai ao Caribe.

No feminino, Beatriz Souza, apesar da fraca campanha em Baku, traz bons resultados desde 2017. São dez torneios e oito pódios, sendo que só no Mundial deste ano não lutou por medalha. O time feminino terá mais dois nomes que valem atenção: Alexia Castilhos, com três bronzes em quatro campeonatos neste ano, e Samanta Soares, com dois bronzes nos dois últimos torneios disputados. Gabriela Chibana e Tamires Crude completam a equipe.

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