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Atletas do Time Nissan relembram as emoções da Rio-2016

O Desafio

Atletas do Time Nissan relembram as emoções da Rio-2016

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 deixou lembranças nos atletas do Time Nissan, que tiveram a oportunidade de representar o país dentro de casa

A primeira edição do Time Nissan teve como objetivo principal os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 no Rio de Janeiro. As lembranças de disputar o evento dentro de casa emocionam os atletas que faziam parte da equipe, especialmente do mentor Clodoaldo Silva, que encerrou a carreira com a medalha de prata no revezamento 4x50m livre 20 pts. Mas o que o nadador, que somou seis ouros, seis pratas e três bronzes na carreira, mais comemorou foi o fato dos torcedores do país começarem a ver os atletas com deficiência de uma maneira diferente.

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“Poder participar dos Jogos Rio-2016, jogos em casa, poder ver meus amigos, os meus familiares e principalmente ver a torcida brasileira indo para a natação, indo para o atletismo, indo para outras modalidades para ver atletas e não coitadinhos, não ver deficientes, foi uma alegria imensa”, explica Clodoaldo Silva, que, apesar de aposentado, continua como mentor do Time Nissan.

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Para Susana Schnarndorf, que fez parte do mesmo revezamento medalha de prata que Clodoaldo Silva, o tamanho do feito de disputar os Jogos diante da torcida brasileira era algo impossível de dimensionar na época. “Tem um sentimento totalmente diferente e aconteceu no dia que eu fui nadar o revezamento, que era o dia que eu tinha mais chance de ganhar medalha. Todo mundo de verde e amarelo e 12 pessoas de vermelho perto de mim com camisa do Time Nissan. Foi uma coisa muito especial para mim. Eu compito há 40 anos, mas quando estava no call room, na sala para entrar para competir, quando a gente escutava as pessoas do parque aquático gritando o seu nome parecia algo surreal. Eu nunca pensei e acho que ninguém da seleção teve noção lá do que a gente estava representando ali naquela hora”, explica a nadadora, que voltará a representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

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Na Rio-2016, Ana Marcela Cunha já fazia parte do Time Nissan e disputou a segunda Olimpíada de sua carreira. Depois de ficar de fora de Londres-2012, a principal atleta da maratona aquática brasileira voltou a ter a sensação de estar nos jogos. Por mais que já tenha experimentado o sentimento antes, ainda tem dificuldade de explicar o que passa na cabeça de quem vive o evento.

“Esse contato com os Jogos Olímpicos não era uma novidade para mim. Na verdade, eu aprendi muito com o primeiro (Pequim-2008) porque eu não tinha noção do que era entrar numa Vila Olímpica, do que eram os Jogos. Eu cheguei para a Rio-2016 muito mais experiente e isso foi algo que me ajudou muito, mas Olimpíada é Olimpíada, não tem como descrever o momento, o sentimento, tudo o que vai acontecendo ao longo dos dias que você está lá e você só consegue sentir aquele momento ali”, fala Ana Marcela Cunha, que chegará a Tóquio em 2021 favoritíssima à medalha.

Já Renato Rezende, do BMX, tentou transformar a pressão de competir em casa em algo positivo. “A pressão eu tentei levar para o lado positivo de ter tanta gente me apoiando. Claro que participar de uma Olimpíada é algo que é mais difícil de dormir, é mais difícil de relaxar, mas eu tentei ver como uma competição normal em que tava todo mundo torcendo para mim. Então, tentei usar isso a meu favor”, explicou.

Ygor Coelho, do badminton, tinha apenas 19 anos quando disputou a Rio-2016. A primeira Olimpíada da vida dele aconteceu justamente na cidade onde ele nasceu. “Quando eu lembro ainda me dá arrepios porque eu vi o que era uma Olimpíada de verdade. Quando eu comecei a tentar me classificar, eu não estava nem entre os dez primeiros (do Brasil), eu era o 11.º, e em dois anos eu consegui ser o número 3 do Brasil e classificar para a Olimpíada. Acho que foi amadurecimento rápido”, explica.

“O objetivo do Time Nissan eram os Jogos da Rio-2016, Olímpicos e Paralímpicos, e o revezamento da tocha. Desde o começo nossa preocupação foi agregar e somar. Não queríamos que fosse um patrocínio convencional”, explica Rogério Louro, diretor de comunicação corporativa da Nissan do Brasil. “Foi um momento incrível de demonstração dos atletas no melhor que eles fazem, mas foi também para mostrar que a Nissan é um pouco mais do que só uma marca de carros”, completou o diretor de marketing da empresa, Humberto Gómez.

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