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Bruno Fratus defende preparação mental como parte do treinamento



Bruno Fratus compartilha experiências da carreira e destaca a importância do cuidado com a saúde mental no esporte de alto rendimento



Foto: Gaspar Nóbrega/COB

Medalhista de bronze nos 50m livre nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Bruno Fratus conhece de perto os desafios relacionados à saúde mental no esporte de alto rendimento. Durante a carreira, o nadador passou por momentos em que precisou rever a forma como lidava com a pressão e as próprias expectativas. Hoje, aposentado das piscinas, Fratus atua na promoção do cuidado com a saúde mental entre atletas.

Durante a quinta edição do Esporte Cria, realizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), nesta quarta-feira (2), em São Paulo, Fratus destacou a importância de incluir a preparação mental na rotina dos esportistas. Para ele, o cuidado com a mente deve receber a mesma atenção dedicada aos treinamentos físicos.

“Preparação mental é preparação, é treino. Não adianta só você estar na quadra, estar na academia, estar na piscina querendo se preparar e a cabeça está ali precisando de um amparo.”

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A relação de Fratus com o tema foi construída a partir das próprias experiências no esporte. Depois de não conquistar uma medalha no Campeonato Mundial de 2011, o nadador passou a lidar de maneira mais intensa com a frustração e a cobrança por resultados. O período entre os Jogos de Londres 2012 e o Rio 2016 foi marcado por dificuldades que fizeram com que a saúde mental se tornasse uma prioridade em sua trajetória.

Nos Jogos do Rio, disputados em casa, Fratus não alcançou o resultado que esperava. Quatro anos depois, em Tóquio, o brasileiro conquistou o bronze nos 50m livre e subiu ao pódio olímpico pela primeira vez. Após deixar as piscinas em 2024, Fratus ampliou sua atuação no tema. Em 2025, foi nomeado Embaixador de Saúde Mental do Comitê Olímpico Internacional (COI), passando a contribuir para a discussão sobre os cuidados psicológicos no esporte de alto rendimento.

Durante o evento, o ex-nadador também ressaltou a evolução da estrutura de suporte oferecida aos atletas. Segundo Fratus, a preparação mental passou a ocupar um espaço cada vez maior dentro do planejamento esportivo.

“Do mesmo jeito que a gente treina na academia, treina na piscina, treina na quadra, na pista e por aí vai, a gente tem também essa parte da preparação mental, que está cada vez maior, que está cada vez mais incorporada na presença do Comitê Olímpico do Brasil e na preparação dos atletas.”

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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