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Mundial de Esportes Aquáticos

 

“Estou dentro e é isso que importa”, diz Caribé após sufoco nos 100 m livre



Brasileiro avançou com dificuldades para a final da prova onde tem maiores chances no Mundial de Esportes Aquáticos de Singapura. Tudo isso agora é passado e o que vale é a decisão nesta quinta



Guilherme Caribé natação mundial de esportes aquáticos 100 m livre Singapura
(Satiro Sodré/CBDA)

Guilherme Caribé avançou com dificuldade para a final dos 100 m livre na natação do Mundial de Esportes Aquáticos de Singapura. Por duas vezes, ficou a menos de dez centésimos da eliminação, mas fato é que chegou onde esperava . “Estou dentro e é isso que importa. Vamos para cima amanhã”, disse o brasileiro logo após deixar a piscina nesta quarta-feira (30).

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Para chegar na final, Caribé nadou os 100 m livre duas vezes entre a noite de terça (29) e a manhã desta quarta pelo horário de Brasília. Primeiro, a classificatória, onde avançou com o penúltimo melhor tempo. Depois, a semifinal, onde ficou com a oitava e última vaga.

“Vimos a prova pela manhã (noite de terça no Brasil) e conseguimos ajustar o que era necessário. Não foi o que eu queria, não fiquei satisfeito, mas sabia que podia me recuperar. Foi uma prova muito forte, talvez uma das mais fortes da história”, acrescentou o baiano de Salvador.

Vêm os 46s?

A expectativa em torno dele na prova dos 100 m livre não é por acaso. Guilherme Caribé chegou ao Mundial de Singapura com o melhor tempo na carreira e o terceiro do mundo no ano, 47s10, cravados no Troféu Maria Lenk, no fim de abril. Para o Olimpíada Todo Dia, falou com exclusividade que queria ter chegado nos 46s, “mas isso a gente deixa para o Mundial”, disse.

Na atual temporada, somente dois atletas baixaram dos 47s, o romeno David Popovici (46s71) e o estadunidense Jack Alexy (46s81). Na história, esse número resume-se a apenas seis nomes: além de Popovici e Alexy, o chinês Zhanle Pan, recordista mundial com 46s40, o brasileiro César Cielo (46s91), o francês Alain Bernard (46s94), e o estadunidenses Caeleb Dressel (46s96).

A final dos 100 m livre no Mundial de Singapura é mais uma chance que Guilherme Caribé terá para chegar nos 46s. Se quiser uma medalha, é bem provável que tenha de conseguir. O desafio já tem data e horário marcados. Será às 8h32 desta quinta (31), sempre pelo horário de Brasília.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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