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Atletas se mobilizam nas redes sociais para uma segunda seletiva olímpica

Após muitos atletas ficarem no quase na seletiva olímpica da natação, alguns nadadores se posicionaram pedindo uma segunda chance por Tóquio

Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

Atletas se mobilizam nas redes sociais para uma segunda seletiva olímpica

Os atletas querem mais uma chance. A seletiva olímpica da natação foi de “tiro único”. Entre os dias 19 e 24 de abril os nadadores brasileiros estiveram no Rio de Janeiro em busca do índice para Tóquio 2020. Contudo, 17 atletas conseguiram bater os tempos necessários e muitos, de diversos estilos, ficaram no quase. Por conta disso, alguns nadadores se mobilizaram em suas redes sociais nesta quinta-feira (6).

Através de posts no Instagram, os atletas lembram de todo processo de preparação para a seletiva olímpica da natação e ressaltam os méritos daqueles que conseguiram fazer os índices para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Além disso, os nadadores ponderam alguns fatores externos que atrapalharam a preparação ou a participação dos competidores no Rio de Janeiro.

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Apoio de fora

Após alguns minutos no ar, o movimentos dos atletas pedindo uma segunda seletiva olímpica da natação ganhou força e apoio. Além dos nadadores que se classificaram para os Jogos Olímpicos de Tóquio, as postagens foram feitas por grandes nomes da modalidade já aposentados, como Poliana Okimoto e Flavia Delaroli.

Outros atletas de modalidades diferentes, como Arthur Nory, da ginástica artística, e nadadores já classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio, como Guilherme Guido e Leonado de Deus, também se posicionaram em favor de mais uma chance para que os atletas busquem o índice da Olimpíada.

O que diz a CBDA

Após a publicação da matéria, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) enviou um posicionamento sobre a ação dos nadadores nas redes sociais. A nota da confederação está publica na íntegra abaixo:

“A CBDA, como de costume nos últimos anos, ouve com muito entusiasmo toda manifestação dos atletas. Acreditamos que todo posicionamento é válido e deve ser levado em consideração. Em contrapartida, temos como diretriz que a Seletiva Única é um conceito amplo que visa ter o melhor desempenho dos nossos nadadores nos Jogos Olímpicos a curto, médio e longo prazo, trata-se de uma mudança de cultura. Não foi inventado agora, de uma hora para outra. O Conselho Técnico reunido em Santos, em agosto de 2017 decidiu implementar esse formato. Antes de Tóquio, testamos cinco vezes para dois Mundiais, Jogos Pan-Americanos, Pan Pacífico e Jogos Olímpicos da Juventude até chegar nos Jogos Olímpicos. Existem estudos científicos que mostram que os atletas melhoram seus tempos na competição principal quando o formato é esse. Os critérios eram conhecidos por todos há quatro anos. É de conhecimento geral que a pandemia foi um fato novo na preparação. Entendemos, porém, que não podemos mudar os critérios depois de uma etapa de classificação já realizada. Portanto não pretendemos fazer uma nova seletiva para os atletas que já nadaram. Apenas a que está marcada para o dia 12 de junho, para os que utilizaram do salvo-conduto para COVID-19”

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Veja o movimento de alguns atletas nas redes sociais

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