Nesta terça-feira (10), Cristian Ribera entrou para a história do esporte brasileiro ao conquistar a primeira medalha do país em uma edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno. Ele levou a prata no sprint da classe sitting masculina do paraesqui cross-country. É uma medalha que já estava no radar há algum tempo e que tem um sentimento especial, sendo construída em família.
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A família Westemaier Ribera tem sua vida hoje em dia voltada ao esqui cross-country. São três irmãos que fazem parte da seleção brasileira: o vice-campeão paralímpico Cristian Ribera, a atleta olímpica Eduarda Ribera e Fábio, que é treinador de Cristian. “Isso aqui é por eles. Sempre trabalhei muito por eles. Meu comprometimento vem porque eles me ensinaram, meus pais, meu irmão. Eu fico muito feliz com tudo isso. Obrigado, família WR”, celebrou o atleta, após a conquista da medalha de prata em Milão-Cortina 2026.
Histórico do medalhista
Cristian Ribera nasceu em Cerejeiras, Rondônia. Ainda bebê recebeu o diagnóstico de artrogripose, uma condição rara que pode afetar as articulações das extremidades do corpo. No caso de Cristian, a doença afetou suas pernas que ficaram atrofiadas e o impediam de ficar em pé. Quando criança, ele passou por mais de 20 cirurgias para tentar melhorar sua qualidade de vida.
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Quando ele tinha apenas três meses, a família toda se mudou para Jundiaí, em São Paulo, em busca de tratamento médico para Cristian. E foi na cidade onde ele conheceu o esporte, inicialmente por orientação médica. Cristian Ribera passou por várias modalidades, mas gostou mesmo do atletismo e do skate. E os dois esportes foram a base para sua transição ao paraesqui cross-country.
Evolução
Nos esquis, Cristian logo mostrou seu potencial em sua primeira Paralimpíada de Inverno, ao ficar no sexto lugar na prova de 15km em Pyegonchang-2018. Nos últimos anos, ele entrou de vez na elite do paraesqui cross-country mundial, com medalhas em Campeonato Mundial e no circuito da Copa do Mundo. Agora, ele entra para a história como primeiro medalhista do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno.
“Tudo isso é muito emocionante. Eu queria ter ganhado o ouro, mas o chinês estava muito forte. Então estou satisfeito com a prata. Quando eu comecei a competir eu sempre pensei em um dia virar atleta paralímpico. Depois que consegui isso, minha meta foi ganhar uma medalha. E agora que aconteceu eu estou muito feliz”, afirmou.
Família em peso

Com seus dois atletas participando de Milão-Cortina 2026, a família WR foi para Val di Fiemme, sede do cross-country nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos ainda na Olimpíada. Eles acompanharam a participação de Eduarda Ribera e continuaram na Itália até a Paralimpíada.
A família ainda terá mais algumas provas para torcer. Cristian Ribera tem mais duas provas individuais nesses Jogos Paralímpicos. Nesta quarta-feira (11), ele disputa o contrarrelógio de 10km. O evento começa às 6h10min no horário de Brasília. SporTV2 transmite a disputa.