Medo de altura e salto de esqui parecem conceitos incompatíveis. Mas, em Milão-Cortina 2026, essa contradição virou símbolo de superação. Philipp Raimund, campeão olímpico do Normal Hill masculino, construiu uma das histórias mais curiosas e marcantes dos Jogos Olímpicos de Inverno ao transformar a própria acrofobia em combustível para o melhor momento da carreira.
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O medo assumido que virou ponto de virada
O tema ganhou destaque em março de 2025. Naquele momento, Raimund anunciou que não participaria das provas de skiflying em Planica. Em um longo depoimento nas redes sociais, explicou como a altura excessiva afetava seu bem-estar.
O tema ganhou destaque em março de 2025, quando o alemão anunciou que não participaria das provas de skiflying em Planica. Em um longo depoimento nas redes sociais, explicou como a altura excessiva afetava seu bem-estar e foi direto: “Não vou saltar se não me sentir pronto e se isso não me trouxer alegria.” A decisão repercutiu, mas também marcou um ponto de virada.
Evolução técnica e mental ao longo da temporada
Em vez de negar o problema, Raimund passou a entender seus limites, controlar o ambiente e ajustar a preparação mental. O resultado foi uma evolução constante, refletida em desempenho e regularidade ao longo da temporada. Ainda antes do ciclo olímpico, ele resumiu o processo em entrevista ao Olympics.com: “Ano após ano, dei um passo à frente. Hoje tenho outra sensação, sei como lidar com isso.”
Ouro com autoridade em Milão-Cortina 2026
A maturidade apareceu justamente quando mais importava. Após liderar a qualificatória, Philipp Raimund foi o último a saltar na final do Normal Hill masculino. Naquele momento, o polonês Kacper Tomasiak liderava com 270,7 pontos, depois de ultrapassar Nikaido Ren (Japão) e Gregor Deschwanden (Suíça), ambos com 266,0. Favoritos como o esloveno Domen Prevc e o francês Valentin Foubert ficaram fora da briga por medalhas.
Sob pressão máxima, Raimund não decepcionou. O alemão alcançou 138,5 pontos no salto final — a maior nota da segunda rodada — e fechou a prova com 274,1 pontos, garantindo o ouro olímpico de forma incontestável. Tomasiak ficou com a prata, enquanto Nikaido Ren e Gregor Deschwanden dividiram o bronze.