Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o OTD apresenta cada um desses esportes. O hóquei no gelo é uma das modalidades mais populares na Olimpíada de Inverno, movimentando torcidas na Europa e na América do Norte.
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A origem do hóquei no gelo remonta à Europa do século XVIII, como uma variação de jogos que utilizavam tacos e bolas. No entanto, a modalidade só se organizou no formato atual após chegar à América do Norte, no fim do século XIX.
Como funciona uma partida de hóquei no gelo
Uma partida de hóquei no gelo acontece em um rink com 60 metros de comprimento e largura entre 26 e 30 metros.
Cada equipe conta com seis atletas em quadra: cinco jogadores de linha e um goleiro. O jogo tem duração total de 60 minutos, divididos em três períodos de 20 minutos.
Em caso de empate, há uma prorrogação e, se necessário, a decisão acontece na cobrança de penalidades, conhecida como shoot-out.
O hóquei no gelo nos Jogos Olímpicos
O hóquei no gelo faz parte do programa olímpico antes mesmo da criação da Olimpíada de Inverno. A modalidade foi disputada nos Jogos de Verão de Antuérpia-1920 e integrou a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix-1924.
Nos primeiros anos, o Canadá dominou a competição, conquistando o ouro em seis das sete primeiras edições. Em seguida, veio o período de hegemonia da União Soviética, que venceu quase todas as Olimpíadas entre 1964 e 1992, com exceção de Lake Placid-1980, marcada pelo histórico “Milagre no Gelo”, com o título dos Estados Unidos.
Após a dissolução da União Soviética, a Europa manteve o protagonismo, com títulos de Suécia e República Tcheca. O Canadá voltou ao topo em 2002, 2010 e 2014, enquanto a Finlândia é a atual campeã olímpica.
O hóquei no gelo feminino
No hóquei no gelo feminino, o domínio é claro da América do Norte, com várias finais entre Canadá e Estados Unidos.
A única exceção ocorreu em Turim-2006, quando a Suécia eliminou os EUA na semifinal. Em seis edições olímpicas, o Canadá soma quatro ouros, enquanto os Estados Unidos conquistaram dois títulos.
O hóquei no gelo no Brasil
O Brasil é filiado à Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF) desde 1984, mas só passou a disputar torneios oficiais cerca de 30 anos depois, participando do extinto Campeonato Pan-Americano de Hóquei no Gelo. O melhor resultado brasileiro foi a medalha de bronze em 2015.
Atualmente, as seleções nacionais são formadas por brasileiros que moram e treinam no exterior, além de atletas que atuam no país e migraram do hóquei inline, disputado com patins de rodinhas.
O Brasil também participa de projetos de desenvolvimento da IIHF. A seleção masculina disputou as duas últimas edições da Development Cup, enquanto o time feminino sediou, em 2024, uma edição do torneio no formato 3×3, jogado em rink reduzido.
O hóquei no gelo em Milão-Cortina 2026 — feminino
A competição olímpica em Milão-Cortina 2026 começa pelo hóquei no gelo feminino, com 10 seleções disputando o ouro entre 5 e 19 de fevereiro.
As equipes ficaram em dois grupos, conforme o ranking mundial:
Grupo A (apenas para definição de chaveamento):
Canadá, Estados Unidos, Finlândia, República Tcheca e Suíça
Grupo B (disputa por vagas nos playoffs):
Alemanha, Suécia, Japão, Itália e França
Os três melhores do Grupo B avançam aos playoffs. A briga pelo ouro deve ficar novamente entre Canadá e Estados Unidos, enquanto Finlândia, República Tcheca e Suíça disputam o bronze.
O hóquei no gelo em Milão-Cortina 2026 — masculino
No masculino, o formato é diferente. São 12 seleções em três grupos de quatro:
Grupo A: Canadá, República Tcheca, Suíça e França
Grupo B: Finlândia, Suécia, Eslováquia e Itália
Grupo C: Estados Unidos, Alemanha, Letônia e Dinamarca
Os três líderes de grupo e o melhor segundo colocado avançam direto às quartas de final. As demais equipes disputam a rodada inicial dos playoffs pelas últimas quatro vagas.
A disputa masculina é mais aberta, com títulos recentes de Canadá, República Tcheca e Estados Unidos nos Mundiais, além de pódios frequentes de Alemanha, Suíça, Suécia e Letônia.
O retorno das estrelas da NHL
Um dos grandes atrativos de Milão-Cortina 2026 será o retorno dos jogadores da NHL à Olimpíada, algo que não acontece desde Sochi-2014.
Em 2018, a liga não liberou os atletas, e em 2022 a participação foi cancelada devido à pandemia de Covid-19. Em 2026, Canadá, Estados Unidos e Suécia terão elencos formados exclusivamente por jogadores da NHL. A Finlândia, por sua vez, convocou apenas um atleta fora da principal liga do mundo.