O curling é um dos esportes queridinhos do público brasileiro durante os Jogos Olímpicos de Inverno. Muitas pessoas costumam descrevê-lo como uma espécie de bocha no gelo. A modalidade ganhou popularidade no Brasil em 2010, com as primeiras transmissões de uma Olimpíada de Inverno em TV aberta. Se você ainda não conhece o esporte, o Olimpíada Todo Dia explica como funciona o curling.
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O curling surgiu na Escócia, no século XVI. Na modalidade, os atletas lançam pedras de granito sobre o gelo com o objetivo de se aproximar o máximo possível do centro de um alvo pintado na extremidade oposta da pista.
Em cada rodada, chamada de end, a equipe que coloca mais pedras próximas ao centro do alvo pontua. Ao final de dez ends — ou oito no caso das duplas mistas — vence o time que somar mais pontos.
As pedras e os equipamentos do curling
As pedras de curling pesam cerca de 20 kg. O nome da modalidade vem do verbo inglês to curl (“enrolar”), referência ao movimento curvo que os jogadores imprimem às pedras para alcançar o posicionamento desejado no alvo.
Outro elemento marcante do esporte são as vassouras. Os atletas varrem o gelo à frente da pedra para reduzir o atrito, ajudando-a a percorrer uma distância maior ou a alterar levemente sua trajetória.
O curling nos Jogos Olímpicos de Inverno
A primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix-1924, já contou com o curling em seu programa, com o time britânico conquistando a medalha de ouro. Depois disso, o esporte ficou fora da Olimpíada por décadas e só retornou de forma definitiva em Nagano-1998, no Japão.
Desde então, Canadá, Suécia, Suíça e Grã-Bretanha se consolidaram como as principais potências olímpicas da modalidade.
O curling em Milão-Cortina 2026
Em Milão-Cortina 2026, o curling será disputado no Estádio Olímpico do Gelo, construído originalmente para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1956, em Cortina d’Ampezzo.
O calendário da modalidade será dividido da seguinte forma:
- 4 a 10 de fevereiro: duplas mistas
- 11 a 22 de fevereiro: torneios masculino e feminino
Em cada um dos três torneios, 10 países participam da fase inicial, em que todos se enfrentam. Os quatro melhores colocados avançam para as semifinais.
O Brasil no curling
O Brasil não disputará o curling nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O país iniciou sua trajetória internacional na modalidade em 2009, ao participar do Desafio das Américas contra os Estados Unidos, em busca de uma vaga no Campeonato Mundial.
Desde então, o Brasil já competiu em Campeonatos Mundiais nas duplas mistas, equipes mistas e também em categorias de base.
A estreia olímpica adulta ainda não aconteceu, mas o país já marcou presença em três edições dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. Em 2024, a equipe mista brasileira conquistou sua primeira vitória, ao derrotar a Alemanha por 6 a 4.
Os grandes nomes do curling em Milão-Cortina 2026
No curling masculino, um dos maiores nomes da história do esporte é o sueco Niklas Edin. Capitão da seleção da Suécia, ele soma sete títulos mundiais, incluindo o de 2024. Em Jogos Olímpicos, conquistou o bronze em Sochi-2014, a prata em Pyeongchang-2018 e o ouro em Beijing-2022.
Outro destaque é o escocês Bruce Mouat, capitão da Grã-Bretanha. Sua equipe venceu os Mundiais de 2023 e 2025. Em Beijing-2022, Mouat levou os britânicos à final, decidida na prorrogação contra Niklas Edin.
No feminino, a suíça Silvana Tirinzioni se destaca como tetracampeã mundial, com excelente desempenho no circuito internacional. O Canadá aposta em Rachel Homan, campeã mundial em 2024 e 2025, enquanto a Suécia conta com Anna Hasselborg, campeã olímpica em Pyeongchang-2018.
Entre os donos da casa, a Itália deposita suas esperanças nas duplas mistas. Amos Mosaner e Stefania Constantini chegam a Cortina como atuais campeões olímpicos e mundiais da categoria.