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Vacinação para Pequim-2022 opõe Estados Unidos e Rússia

Enquanto americanos exigirão que todos os atletas se imunizem contra a Covid-19, os russos farão apenas uma recomendação, sem obrigá-los a se vacinar

Delegação dos Estados Unidos desfila na abertura da Olimpíada de Tóquio (Divulgação/Team USA)

Vacinação para Pequim-2022 opõe Estados Unidos e Rússia

Com a pandemia do coronavírus ainda longe de ser encerrada, o esporte terá daqui a pouco mais de quatro meses um novo mega evento para desafiá-la, a Olimpíada de Inverno de Pequim-2022. E como em Tóquio-2020, um novo personagem ocupará as manchetes nestas semanas, além dos atletas: a vacina contra a Covid-19.

Assim como aconteceu nos Jogos de Verão realizados no Japão entre julho e agosto últimos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não irá exigir que os participantes da Olimpíada de Pequim, marcada para fevereiro do próximo ano, estejam vacinados. Mas recomendará a imunização. Inclusive, da mesma maneira que ocorreu antes de Tóquio, o COI deverá fornecer imunizantes para os países que precisarem, embora ainda não tenha anunciado acordos com algum fabricante.

Contudo, é interessante já notar como determinados países estão se posicionando em relação à vacinação para prevenir contra o coronavírus.

Dois gigantes do esporte de inverno estão em campos opostos sobre isso. O comitê olímpico e paralímpicos dos Estados Unidos (USOPC) anunciou esta semana que irá exigir vacinação de todos os atletas, funcionários e demais contratados que irão participar dos Jogos de Pequim. Pedidos de isenção médica e religiosa serão avaliados pelo comitê, mas a expectativa da entidade é que todos estejam vacinados.

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“A saúde e o bem-estar de nossa comunidade olímpica e paralímpica continuam sendo uma prioridade. Esta etapa aumentará nossa capacidade de criar um ambiente seguro e produtivo para atletas e funcionários do Time USA”, afirmou o comunicado do comitê americano.

É possível esperar uma reação dos famosos “negacionistas da vacina”, que marcam presença também no esporte. Os americanos, por sinal, tiveram um exemplo disso nos Jogos de Tóquio. O nadador Michael Andrew, apontado como um dos principais nomes do país na modalidade, disse antes dos Jogos que não tomaria vacina, pois não colocaria nada em seu corpo que pudesse afetar seu desempenho.

Para piorar, após uma de suas provas, foi visto sem usar máscara na zona mista, local onde a proteção era item obrigatório de segurança. Não causará qualquer estranhamento se outros atletas contrários à vacina se manifestarem contra a determinação do USOPC.

Russos sem vacina?

Enquanto os americanos mostram uma postura firme em favor da vacinação, a Rússia vai em um caminho mais liberal, digamos assim. O comitê olímpico russo (ROC), que representará o país nos Jogos de Pequim em razão da suspensão do país por seu envolvimento em esquemas de dopagem, recomendará que seus atletas tomem a vacina contra a Covid-19. Porém, a imunização não será obrigatória.

De acordo com a agência de notícias russa “Tass”, o presidente do ROC, Stanislav Pozdnyakov, afirmou que está conversando com as federações das modalidades de inverno de seu país para encorajar a vacinação dos atletas, contudo deixou claro que não será uma exigência da entidade. Em Tóquio-2020, os atletas olímpicos e paralímpicos também podiam escolher entre se vacinar ou não.

E a Rússia não está sozinha neste caminho. O comitê olímpico e paralímpico da Noruega informou que não exigirá a vacinação como pré-requisito para competir nos Jogos de Pequim, e deve ter seu exemplo seguido por Suécia e Finlândia.

Ou seja, se não repetir os protocolos de segurança rigorosos que criou para a Olimpíada de Tóquio-2020, o COI deverá sofrer para assegurar a segurança de todos durante os Jogos de Pequim.

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