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Laguna Olímpico

Aumenta pressão para o COI liberar protestos em Tóquio

Comissão de atletas dos Estados Unidos, com reforço de ícone do esporte no combate ao racismo, enviam carta pedindo pelo fim da Regra 50

Nos Jogos da Cidade do México-1968, Tommie Smith e John Carlos protestam em favor dos direitos dos negros e contra a violência (Reprodução/Universidade de San Jose)

Aumenta pressão para o COI liberar protestos em Tóquio

Ainda falta pouco mais de um ano para o início da Olimpíada de Tóquio, adiada para o ano que vem em razão da pandemia do coronavírus. Mesmo assim, segue forte a pressão para que o COI (Comitê Olímpico Internacional) reveja a proibição aos atletas de fazerem protestos na Olimpíada. Na prática, o que se pede é o fim da Regra 50.

Esta regra, que integra a Carta Olímpica, proíbe que se faça qualquer tipo de demonstração política ou religiosa nas arenas olímpicas, sob pena de punições.

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No último sábado (27), uma carta assinada pela comissão de atletas do comitê olímpico e paralímpico americano foi bastante direta em seu recado aos cartolas que comandam o esporte olímpico. “Os atletas não serão mais silenciados”, dizia um dos trechos da carta.

+ Onda de protestos contra o racismo obriga COI a recuar

O documento contou com uma assinatura de peso. John Carlos, punido na Olimpíada da Cidade do México-1968 ao lado de Tommie Smith, no pódio da prova dos 200 metros por protesto contra a violência aos negros nos Estados Unidos, colocou seu nome na carta.

Ele e Smith foram expulsos da Vila Olímpica na ocasião, mas não chegaram a perder suas medalhas.

A pressão contra a Regra 50 para autorizar protestos em Tóquio é  consequência das manifestações pelo assassinato do segurança George Floyd pela polícia de Minneapolis (EUA).

Até mesmo o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, admitiu que o COI irá escutar a comissão de atletas da entidade sobre a questão dos protestos de atletas.

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“O COI e o Comitê Paraolímpico Internacional não podem continuar no caminho de punir ou remover atletas que defendem o que acreditam. Especialmente quando essas crenças exemplificam os objetivos do olimpismo. Em vez disso, os administradores esportivos devem começar a tarefa para reformular as futuras formas de expressão dos atletas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, diz outro trecho da carta.

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Após avisar que não toleraria qualquer tipo de protestos em Tóquio-2020, o COI começa a ver crescer uma onda a favor da liberdade de expressão. Um caminho que parece sem volta, felizmente.

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