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Tóquio 2020

Brasil passa sufoco desnecessário, mas vence Argentina no handebol

Em jogo pela sobrevivência, Brasil abre enorme vantagem, mas sofre com reação Argentina e conquista um triunfo na bacia das almas em Tóquio

Brasil passa sufoco desnecessário, mas vence Argentina no handebol

Movimentando a quarta rodada do handebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o maior clássico do handebol Pan-Americano foi de tirar o fôlego. Em situação de desespero, Brasil e Argentina precisavam da vitória para seguir com chances, mas só o Brasil tem Ferrugem, goleiro que foi fundamental para o triunfo pelo placar de 25 a 23.

Ferrugem terminou o jogo com nove defesas em 30 disparos argentinos. Não fosse ele, o jogo poderia ter tido outro rumo. Destaque também para João Pedro, que fez seis gols no primeiro tempo, terminou com sete e comandou o ataque brasileiro. Langario fez cinco gols e Hackbarth quatro.

A vantagem no segundo tempo chegou a ser de 10 gols. Só que a Argentina cortou para dois gols a desvantagem e botou fogo na partida. Felizmente, os brasileiros mantiveram a calma e seguraram o resultado. “Fizemos uma partida muito boa no primeiro tempo, mas no segundo tempo a gente sempre tem aquela caída, é o ponto fraco nosso, estamos tentando acertar isso”, disse o artilheiro João Pedro.

Os dois países vinham de três derrotas em três jogos até aqui. O time derrotado já diria adeus. Menos mal que o Brasil ganhou e ainda segue com chances. Agora, os brasileiros terão de vencer a Alemanha na última partida.

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Baita começo

Brasil e Argentina é sempre um jogo muito pegado. No handebol as coisas ficam ainda mais quentes. E os primeiros minutos foram de muito contato, trombadas e jogadores frequentemente caídos no chão. Nesse contexto, a Argentina começou um pouco melhor e saiu na frente.

Os argentinos só não abriram vantagem porque o Brasil tem Ferrugem no gol. Ele fez, pelo menos, quatro defesas cara a cara e elevou a moral brasileira. Daí em diante, João Pedro desandou a fazer gols pelo meio da defesa argentina. Ninguém conseguia pará-lo, foram seis gols em seis disparos. Isso criou espaço para Langario e Chiuffa. Rogério Moraes também teve seus momentos.

O primeiro tempo acabou em 14 a 7, mas poderia ter sido mais, visto que o Brasil foi displicente com a posse e acelerou jogadas desnecessárias.

Minha nossa!

A segunda etapa começou bem tranquila. A Argentina não conseguia achar espaços para marcar no ataque e foi se complicando na defesa. Pedro Martínez foi expulso, a frustração tomou conta e o Brasil foi ampliando a vantagem.

Com larga vantagem, a equipe brasileira foi administrando a vantagem, mas sem perder intensidade. A cada gol, a vibração ficava maior, isso foi enervando os argentinos. Contudo, do nada, o Brasil relaxou demais, ficou 12 minutos sem marcar e viu os rivais ressurgirem na partida.

Os argentinos marcaram 10 gols em sequência. Foi então que o selecionado brasileiro voltou a jogar, controlou os nervos e se manteve à frente, mesmo que por pouco, muito pouco. O time segue vivo em Tóquio.

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Forma de disputa do handebol masculino nos Jogos Olímpicos

Doze países, divididos em duas chaves de seis times, disputarão a medalha de ouro na Olimpíada do Japão. Os quatro primeiros de cada grupo se classificam e enfrentam adversários do outro grupo nas quartas-de-final (sendo o primeiro colocado de um grupo contra o quarto colocado do outro e o segundo colocado de um contra o terceiro colocado de outro). A partir daí, saem os semifinalistas e finalistas da Olimpíada do Japão.

Jogos da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio

1ª rodada – Brasil 24 x 27 Noruega

2ª rodada – Brasil 29 x 34 França

3ª rodada – Brasil 27 x 32 Espanha

4ª rodada – Brasil 25 x 23 Argentina

5ª rodada – Alemanha x Brasil

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