Siga o OTD

Ginástica Artística

 

Arthur Nory mira nova final mundial e projeta vaga em Los Angeles 2028



De olho no Mundial de Roterdã, Arthur Nory busca repetir o bom desempenho na barra fixa e seguir na briga por uma vaga em Los Angeles 2028



Arthur Nory compete na barra fixa no Campeonato Brasileiro de ginástica artística
(Foto: Melogym/CBG)

Aos 32 anos, Arthur Nory se prepara para mais um Campeonato Mundial de ginástica artística. Medalhista de bronze no solo nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e campeão mundial da barra fixa em 2019, o brasileiro vive a reta final da temporada com os olhos voltados para Roterdã, nos Países Baixos, onde será disputada a principal competição do ano, entre os dias 17 e 25 de outubro.

Nory vem competindo nos quatro aparelhos ao longo da temporada e espera contribuir principalmente para o desempenho coletivo do Brasil. A meta é repetir a presença em uma final por equipes e, individualmente, voltar a disputar uma decisão na barra fixa, aparelho em que conquistou o título mundial em 2019.

“Estou pensando nisso em equipe, claro, buscando uma final de barra novamente. Então, mais um ciclo, poder buscar mais uma final em ciclos diferentes, porque o código muda a cada ciclo. A gente está trabalhando muito para poder também buscar mais uma final e manter aí um alto rendimento competitivo durante tantos anos.”

Para chegar ao Mundial em boas condições, a equipe ainda terá compromissos importantes na reta final da temporada, com os Jogos Sul-Americanos, na Argentina, e uma etapa da Copa do Mundo, na Hungria. Segundo Nory, os atletas serão divididos entre as duas competições.

“Agora é a preparação final. A gente já teve todas as competições do ano que preparava. A gente ainda tem mais uma etapa agora, que é a Copa do Mundo, que vai ter na Hungria, e os Jogos Sul-Americanos. Vai ser dividido em equipes: vão ter seis meninos para o Sul e três meninos para a Copa do Mundo, que vai ser o último balizamento.”

Mais sobre Arthur Nory

SIGA O OTD NO WHATSAPPYOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

Dez anos da medalha olímpica

O ano de 2026 também marca uma década da principal conquista olímpica de Nory. No Rio, em 2016, o brasileiro conquistou o bronze no solo, em um pódio que teve o britânico Max Whitlock como campeão e Diego Hypolito com a medalha de prata.

“Eu acho que isso que é incrível, que é mágico do esporte, é poder estar aí representando sempre da melhor forma possível. E hoje, aqui no Esporte Cria do COB, eu vi essas fotos da Rio 2016. Me lembrou como é emocionante, como é bom poder lembrar de onde a gente conseguiu chegar e onde a gente quer chegar também de novo.”

Experiência a serviço da renovação

Além de buscar resultados dentro dos aparelhos, Nory assumiu também um papel de liderança em um grupo que passa por um processo de renovação. O brasileiro contou que a equipe trabalha com a possibilidade de superar os 240 pontos no Campeonato Mundial e acredita que o objetivo é alcançável a partir das melhores apresentações realizadas ao longo da temporada.

“Eu acho que é uma equipe de renovação, um momento ali de renovação. A gente viu que tem essa possibilidade de pontuação, 240. O nosso objetivo é acima de 240. E é real, a gente pode, a gente faz. Em treino a gente vê que a gente tem capacidade.”

O Mundial deste ano também será importante para o planejamento brasileiro visando Los Angeles 2028. Segundo Nory, a temporada funciona como um grande parâmetro para o trabalho que será desenvolvido até a disputa das vagas olímpicas no próximo ano.

“A gente sabe que o campeonato mais importante é o ano que vem, que é onde, de fato, vai classificar as duas equipes para os Jogos Olímpicos. Então, esse ano também é um preparatório, um balizador enorme para definir muita coisa, principalmente do trabalho que a gente tem que seguir até essa classificação.”

Olhos no futuro

Enquanto mantém o foco na tentativa de chegar a mais uma Olimpíada, Nory também começa a pensar no que fará depois da carreira como atleta. O ginasta afirma que pretende continuar ligado à modalidade, mas em outra função, ajudando as próximas gerações.

“Isso, para mim, é muito motivador na fase que eu estou. É motivador também poder disputar mais uns Jogos Olímpicos e também pensando muito no que eu vou fazer depois. Não vou fugir muito do esporte, eu sou cria do esporte, então vou ficar nele por um bom tempo, só que do outro lado agora, nos bastidores, para poder ver mais meninos conquistando medalhas.”

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

Mais em Ginástica Artística