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Ginástica Artística

 

Arthur Nory revela burnout na barra e se reconstrói para última Olimpíada



Em entrevista exclusiva ao OTD, Arthur Nory revelou que teve um burnout por treinar apenas na barra fixa e projeta última Olimpíada como atleta em 2028



Arthur Nory se prepara para seu último ciclo olímpico como atleta. Bronze no solo na Rio-2016 e campeão mundial na barra fixa, o atleta conversou com o Olimpíada Todo Dia sobre seu momento atual na ginástica artística. Em 2026, Nory voltou a competir em mais aparelhos para ajudar a equipe masculina do Brasil de volta nos Jogos Olímpicos. O atleta revelou que teve uma espécie de burnout nos últimos anos quando treinava apenas na barra fixa. Agora, voltando a competir no solo, salto e nas paralelas, Nory se sente mais solto no ginásio e pronto para ajudar a seleção brasileira.

Após o Brasil não classificar uma equipe masculina completa para os Jogos Olímpicos Paris-2024, Arthur Nory entrou de cabeça na missão “especialista”. Ele treinou e competiu apenas na barra fixa e foi enviado à França como principal chance de medalha do Brasil na ginástica artística masculina. Mas a situação não fez bem para a cabeça do atleta. Ter apenas uma chance de acertar fez mal para o atleta, assim como chegar no ginásio e treinar o dia inteiro em apenas um dos seis aparelhos.

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“Eu vinha aqui e treinava só barra. Era barra, barra, barra. De manhã e de noite. De segunda a domingo. Deu overtraining e der burnout de barra nesse meio tempo. Então agora posso fazer mais aparelhos e entender meu papel dentro da equipe porque antes eu subia no aparelho sozinho”, afirmou o campeão mundial.

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De volta aos Jogos

Nessa entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia, Arthur Nory falou sobre a situação atual da seleção masculina de ginástica artística e o que é preciso para conseguir a classificação para os Jogos Olímpicos Los Angeles-2028. Voltar a treinar quatro aparelhos, além de ajudar na saúde mental do ginasta, também está ligado com a função de Nory dentro da equipe. Ele quer tirar a maior nota possível no solo, paralelas e salto para ajudar o time a voltar à Olimpíada, após a seleção ter ficado de fora de Paris-2024 por menos de dois décimos.

“A gente tem um grupo de 8 a 10 atletas que podem ajudar muito. E temos que pensar na formatação da equipe. É bom ter essa competitividade interna e está sendo trabalhado entre a gente. Cada um tem que entender também o seu papel dentro da equipe. Se eu vou estar na equipe, eu tenho que fazer um solo, uma paralela, um salto e uma barra de 13.5 para cima, para colocar a nota no time”, afirmou Nory.

A seleção brasileira ficou em quarto lugar no Campeonato Pan-Americano em junho, longe do melhor desempenho do time. Mas ali, foi possível ver onde estão os ajustes necessários para conseguir uma nota que classificaria a equipe para a próxima Olimpíada. “Nosso grande objetivo é classificar para Los Angeles e a gente viu que dá. Agora no Pan, a gente teve algumas falhas, que podíamos ter somado bem mais. Mas a gente tá pensando em somar 241 a 242 em um dia bom e vamos nos preparar para isso”, completou.

Ele ainda relembrou sobre a conquista da medalha no solo na Rio-2016 e falou sobre os planos para tentar uma final olímpica na barra fixa daqui dois anos. Para assistir o bate-papo completo com Nory, é só dar um play no vídeo em nosso canal no YouTube.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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