O Brasil perdeu para a Coreia do Norte por 2 a 0 nesta quarta-feira (5), no Estádio Olímpico de Rabat, no Marrocos, pela semifinal da Copa do Mundo Sub-17 feminina. Com isso, vai disputar a terceira colocação contra Holanda ou México. Apesar da derrota, a campanha já é histórica, pois a seleção nunca havia passado pelas quartas de final.
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Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas a Coreia do Norte entrou como franca favorita. Não só é a atual campeã, como a maior vencedora da Copa do Mundo Sub-17 feminina vencendo três das oito edições. E ainda tem um vice.
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Agora em 2025, chegou na semifinal vencendo as cinco partidas, marcando 20 gols e tomando apenas três. Fez 6 a 1 no Marrocos nas oitavas e 5 a 1 no Japão nas quartas. De quebra, tem as duas maiores artilheiras da competição, Yu Jong-Hyang e Kim Won-Sim, que começaram o duelo com seis gols cada.
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Azarão verde e amarelo
O Brasil, por sua, vez, chegava pela primeira vez na história em uma semifinal. A campanha no Marrocos era bem mais modesta. Venceu dois jogos, empatou dois e perdeu um. Marcou dez gols e tomou cinco.
O que já parecida difícil ficou ainda mais complicado logo aos 16 minutos de jogo. Gi Iseppe sentiu e teve de sair do jogo. Ela é uma das artilheiras do time com três gols. A outra, Giovanna Waskman, já estava fora após lesão ligamentar sofrida contra a China, pelas oitavas de final. Como se fosse pouco, o Brasil teve uma jogadora expulsa no fim do primeiro tempo contra as norte-coreanas.
Só deu elas
A Coreia do Norte dominou o primeiro tempo. Foram 14 finalizações, sete no alvo, contra apenas duas do Brasil. A primeira grande chance veio aos 26min. Pak Rye-Yong recebeu um bolão pela direita, sem marcação, invadiu a área e bateu cruzado. Só não entrou porque a goleira Ana Morganti se esticou toda e conseguiu colocar para escanteio.
Aos 33min, a melhor oportunidade do Brasil em toda a semifinal. Maria recebeu um presente da defesa rival, arrancou para o gol, mas bateu sem força e Kim Son-Gyong fez a defesa.
Pressão e gol
Na reta final do primeiro tempo, as atuais campeãs apertaram o cerco. Aos 33min, novamente Ana Morganti salvou numa cabeçada venenosa de Yu Jong-Hyang.
Aos 37min, Ri Ui-Gyong fez uma tabela e bateu. Ana Morganti não conseguiu segurar, Kim Won-Sim pegou o rebote a bateu à queima roupa. Ana salvou, mas a bola sobrou mais uma vez para as asiáticas, com Pak Rye-Yong. Ela definiu e Andreyna, em cima da linha, meteu a mão na bola.
Após algum tempo de análise no VAR, a juíza confirmou a penalidade e expulsou Andreyna. Na batida, Yu Jong-Hyang, aos 43min, abriu o marcador. Foi o sétimo gol dela, artilheira isolada da Copa do Mundo Sub-17 feminina.
Tiro de misericórdia
O segundo gol das norte-coreanas saiu logo no início do segundo tempo, novamente com Yu Jong-Hyang. Dulce Maria falhou na área ao tentar cortar um cruzamento e a bola sobrou no pé da artilheira da competição. Ela não perdoou e chegou ao oitavo gol.
Com um a mais, dois gols de frente e todo o favoritismo, as asiáticas apenas controlaram o restante do jogo. Ao Brasil, restou brigar até o fim para tentar, ao menos, diminuir.
A melhor chance foi aos 50min da etapa complementar. Ravena fez uma bela jogada na área e bate para boa defesa da goleira rival. Não deu, mas ainda há o que fazer na Copa do Mundo Sub-17 feminina. A disputa pelo terceiro lugar é sábado (8), às 12h30 (Brasília).