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Brasil perde para favoritas e briga pelo terceiro lugar no Mundial Sub-17



Sem as duas artilheiras do time e com uma jogadora a menos, seleção não conseguiu fazer frente para a grande favorita ao título. Apesar da derrota, campanha já é histórica



Brasil Coreia do Norte Copa do Mundo Sub-17 feminina semifinal
(Fabio Souza/CBF)

O Brasil perdeu para a Coreia do Norte por 2 a 0 nesta quarta-feira (5), no Estádio Olímpico de Rabat, no Marrocos, pela semifinal da Copa do Mundo Sub-17 feminina. Com isso, vai disputar a terceira colocação contra Holanda ou México. Apesar da derrota, a campanha já é histórica, pois a seleção nunca havia passado pelas quartas de final.

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Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas a Coreia do Norte entrou como franca favorita. Não só é a atual campeã, como a maior vencedora da Copa do Mundo Sub-17 feminina vencendo três das oito edições. E ainda tem um vice.

Agora em 2025, chegou na semifinal vencendo as cinco partidas, marcando 20 gols e tomando apenas três. Fez 6 a 1 no Marrocos nas oitavas e 5 a 1 no Japão nas quartas. De quebra, tem as duas maiores artilheiras da competição, Yu Jong-Hyang e Kim Won-Sim, que começaram o duelo com seis gols cada.

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Azarão verde e amarelo

O Brasil, por sua, vez, chegava pela primeira vez na história em uma semifinal. A campanha no Marrocos era bem mais modesta. Venceu dois jogos, empatou dois e perdeu um. Marcou dez gols e tomou cinco.

O que já parecida difícil ficou ainda mais complicado logo aos 16 minutos de jogo. Gi Iseppe sentiu e teve de sair do jogo. Ela é uma das artilheiras do time com três gols. A outra, Giovanna Waskman, já estava fora após lesão ligamentar sofrida contra a China, pelas oitavas de final. Como se fosse pouco, o Brasil teve uma jogadora expulsa no fim do primeiro tempo contra as norte-coreanas.

Só deu elas

A Coreia do Norte dominou o primeiro tempo. Foram 14 finalizações, sete no alvo, contra apenas duas do Brasil. A primeira grande chance veio aos 26min. Pak Rye-Yong recebeu um bolão pela direita, sem marcação, invadiu a área e bateu cruzado. Só não entrou porque a goleira Ana Morganti se esticou toda e conseguiu colocar para escanteio.

Aos 33min, a melhor oportunidade do Brasil em toda a semifinal. Maria recebeu um presente da defesa rival, arrancou para o gol, mas bateu sem força e Kim Son-Gyong fez a defesa.

Pressão e gol

Na reta final do primeiro tempo, as atuais campeãs apertaram o cerco. Aos 33min, novamente Ana Morganti salvou numa cabeçada venenosa de Yu Jong-Hyang.

Aos 37min, Ri Ui-Gyong fez uma tabela e bateu. Ana Morganti não conseguiu segurar, Kim Won-Sim pegou o rebote a bateu à queima roupa. Ana salvou, mas a bola sobrou mais uma vez para as asiáticas, com Pak Rye-Yong. Ela definiu e Andreyna, em cima da linha, meteu a mão na bola.

Após algum tempo de análise no VAR, a juíza confirmou a penalidade e expulsou Andreyna. Na batida, Yu Jong-Hyang, aos 43min, abriu o marcador. Foi o sétimo gol dela, artilheira isolada da Copa do Mundo Sub-17 feminina.

Tiro de misericórdia

O segundo gol das norte-coreanas saiu logo no início do segundo tempo, novamente com Yu Jong-Hyang. Dulce Maria falhou na área ao tentar cortar um cruzamento e a bola sobrou no pé da artilheira da competição. Ela não perdoou e chegou ao oitavo gol.

Com um a mais, dois gols de frente e todo o favoritismo, as asiáticas apenas controlaram o restante do jogo. Ao Brasil, restou brigar até o fim para tentar, ao menos, diminuir.

A melhor chance foi aos 50min da etapa complementar. Ravena fez uma bela jogada na área e bate para boa defesa da goleira rival. Não deu, mas ainda há o que fazer na Copa do Mundo Sub-17 feminina. A disputa pelo terceiro lugar é sábado (8), às 12h30 (Brasília).

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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