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Brasil e Holanda - Seleção feminina - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Tóquio 2020

Brasil e Holanda empatam e encaminham classificação nos Jogos Olímpicos

Brasil faz um jogão com a Holanda, equipes empatam em 3 a 3 e encaminham vaga nas quartas de final

(Sam Robles/CBF)

Brasil e Holanda empatam e encaminham classificação nos Jogos Olímpicos

Era o jogo mais esperado do grupo e correspondeu às expectativas. Neste sábado (24), pela segunda rodada da chave F dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Brasil e Holanda fizeram um jogão, cheio de reviravoltas. A seleção feminina brasileira saiu atrás, buscou dois empates e conseguiu virar a partida, mas acabou cedendo mais igualdade e o duelo terminou em 3 a 3. Assim, o Brasil segue sem perder para a Holanda no retrospecto geral.

Debinha, Marta e Ludmila marcaram os gols do Brasil. Debinha é a maior artilheira da era Pia à frente da seleção feminina, enquanto a capitã chega a 13 gols em Olimpíadas e se isola como segunda maior artilheira da competição, atrás apenas de Cristiane, que tem 14 e não foi convocada para Tóquio 2020. Já Ludmila entrou no segundo tempo e teve papel fundamental no resultado final.

Com o resultado, Brasil e Holanda ficam com quatro pontos cada, mas as holandesas levam vantagem no saldo de gols, já que golearam a Zâmbia por 10 a 3 na estreia. Assim, a próxima rodada vai definir os classificados, mas ambas as seleções têm a vaga encaminhada, já que China e Zâmbia têm apenas um ponto cada.

+Tudo sobre o futebol feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Assim, a seleção feminina encerra sua participação na fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 diante da Zâmbia, enquanto as holandesas pegam a China. Os jogos acontecem nesta terça-feira (27), às 8h30 (de Brasília), e você acompanha ao vivo no Olimpíada Todo Dia.

O jogo

Primeiro tempo

Com a escalação igual à estreia, o jogo começou pegando fogo. No primeiro ataque holandês, aos dois minutos, Miedema recebeu sozinha na entrada da área, girou para cima de Érika e mandou rasteiro no canto de Bárbara para abrir o placar. 

Logo depois, uma confusão na área da Holanda e a árbitra marcou pênalti para o Brasil. No entanto, ela foi chamada pelo VAR e, depois de ver o lance no monitor, voltou atrás e não assinalou a penalidade máxima. 

As equipes, então, trocavam passes no meio-campo, até que aos 15 minutos, Debinha brilhou. Ela recebeu na entrada da área e abriu na direita com Duda. A camisa 7 foi à linha de fundo e cruzou de volta para o meio da área. O primeiro chute ainda bateu em Van der Gragt, mas a bola voltou para Debinha marcar no rebote e empatar o jogo. 

Brasil e Holanda - Seleção feminina - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Debinha é a artilheira da Era Pia na seleção feminina (Sam/Robles)

O jogo, na sequência, ficou bastante equilibrado, com boas chances para ambos os lados. A seleção feminina do Brasil, comandada por Debinha, tinha mais volume de jogo e levou perigo no jogo aéreo, enquanto a Holanda chegava com perigo com suas atacantes muito velozes, que conseguiam ganhar das zagueiras brasileiras. No entanto, as equipes não balançaram mais as redes e o placar foi em 1 a 1 para o intervalo. 

Segundo tempo

A partida voltou igualmente equilibrada para a segunda etapa, mas com mudanças no time do Brasil. Formiga, Duda e Bia Zaneratto deixaram o campo para a entrada de Ludmila, Angelina e Andressa Alves. A seleção feminina de Pia Sundhage seguia com mais volume de jogo, mas ambos os times tinham boas chances.

Aos 13 minutos, no entanto, o Brasil vacilou. Van de Donk recebeu sozinha e cruzou na área. Miedema chegou de novo, cabeceou sem muita força, mas Bárbara falhou na jogada, sem conseguir chegar na bola, e deixando a Holanda fazer 2 a 1.

A intensidade do jogo, no entanto, era muito alta e ninguém queria perder. Assim, cinco minutos depois do gol holandês, em falta em Ludmilla, a bola pego no braço da zagueira da Holanda e a árbitra marcou o pênalti. Marta foi para a cobrança e mandou no meio do gol para deixar tudo igual.

Ludmilla entrou muito bem no jogo e marcou o terceiro gol da seleção feminina (Sam Robles/CBF)

E haja coração, porque aos 22, em recuo errado da zagueira holandesa, Ludmila ganhou um presente, driblou a goleira com categoria e mandou para o fundo da meta, decretando a virada. Mas, o jogo só acaba quando termina. O Brasil era melhor no jogo, mas aos 32, após falta de Ludmila, Janssen cobrou uma falta perfeita no ângulo de Bárbara, que ainda tentou, mas não conseguiu evitar mais um empate.

Brasil nos Jogos

O Brasil tem tradição no futebol feminino nos Jogos Olímpicos. Em seis edições até hoje disputadas, a seleção feminina figurou entre os quatro melhores por cinco vezes, ficando de fora somente em Londres 2012. A equipe foi medalha de prata em Atenas 2004 e Pequim 2008, mas desde então não subiu mais ao pódio olímpico.

Formiga participa de sua sétima Olimpíada, enquanto Marta se tornou a primeira jogadora a marcar gols em cinco edições de Jogos Olímpicos. Além disso, a camisa 10 segue na vice-artilharia da competição, empatada com Christine Sinclair, com 12 gols cada. Elas ficam atrás apenas de Cristiane, que tem 14 e não foi convocada para Tóquio 2020.

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Por fim, vale destacar que Pia Sundhage tem sido uma peça fundamental para a seleção feminina. Pela primeira vez na história, a comissão técnica da equipe tem quase o mesmo número de homens e mulheres. Além disso, a técnica é bicampeã olímpica com os Estados Unidos. Em 2016, inclusive, o Brasil goleou a equipe da Suécia, treinada por Pia na época, na fase de grupos e depois foi derrotada na semifinal.

REVEJA: BRASIL X HOLANDA – SELEÇÃO FEMININA DE FUTEBOL – JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO 2020

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