O Brasil escreveu um capítulo inédito em sua história esportiva na manhã deste sábado (14). Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026 e garantiu o primeiro pódio do país e também da América Latina na história da competição.
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Vice-líder do ranking da Copa do Mundo nas duas provas técnicas, Lucas chegou à Olimpíada como candidato real a medalha e confirmou as expectativas com uma atuação segura e estratégica. Responsável por abrir a disputa, ele foi o primeiro atleta a descer a pista e estabeleceu um parâmetro altíssimo logo na primeira bateria.
Com uma descida limpa e agressiva, marcou 1min13s92, sendo o único competidor a quebrar a barreira de 1min14s. O tempo se mostrou simplesmente espetacular. Nem mesmo o suíço Marco Odermatt, atual campeão olímpico da prova e líder do ranking mundial, conseguiu superá-lo. Odermatt registrou 1min14s87 e foi o único, além de Lucas, a esquiar na casa de 1min14s. Todos os demais ficaram acima de 1min15s.
Seguro
Com a liderança consolidada, Braathen foi responsável por ser o último a descer entre os 30 classificados para a bateria decisiva. O traçado da segunda descida sofreu ajustes e foi levemente encurtado, como prevê o regulamento, além de ter sido impactado por uma mudança climática. A neve passou a cair com intensidade, aumentando o grau de dificuldade da prova.
Mesmo com a pressão de fechar a disputa por medalhas e sob forte nevasca, Lucas optou por uma estratégia inteligente. Sem se arriscar além do necessário, administrou a vantagem construída na primeira descida, completou o percurso em 1min11s08, apenas o 11º melhor tempo da segunda bateria, e assegurou o ouro com o tempo combinado de 2min25s00.
Odermatt ficou com a prata ao somar 2min25s58, enquanto o também suíço Loïc Meillard completou o pódio com 2min26s17.
+ Quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026