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Canoagem Slalom

Filme conta a história do projeto social que revelou Pepê Gonçalves

OTD produz filme que conta a história do projeto social que revelou Pepê Gonçalves

Pepê Gonçalves foi apresentado a canoagem slalom por um projeto social em Piraju
Pepê Gonçalves, que competiu na Rio-2016 e em Tóquio-2020, foi revelado por projeto social (Reprodução/YouTube)

Pepê Gonçalves é um dos maiores nomes da canoagem slalom brasileira. Suas primeiras remadas na modalidade aconteceram no rio Paranapanema, através de um projeto social chamado Navegar, localizado em Piraju, interior de São Paulo. Um pilar para Pepê, o projeto faz um trabalho de extrema importância para a canoagem brasileira, tendo também formado outros grandes atletas. Para mostrar a história do Navegar, o Olimpíada Todo Dia produziu o filme “Correntes”, disponível no YouTube e que traz entrevistas e imagens exclusivas de treinos e bastidores do projeto.

O projeto e a canoagem slalom

A história do Navegar está diretamente ligada a Piraju, cidade de 29 mil habitantes, localizada a cerca de 330km da capital paulista. Apesar de pequena, ela é um ponto turístico marcado por suas belezas naturais, incluindo o rio Paranapanema, onde desde muito tempo se registrou a prática de modalidades como natação, vela e mergulho. Foi justamente buscando fomentar a prática esportiva na região que o projeto social surgiu em 2002.

O rio Paranapanema corta Piraju (Reprodução/YouTube)

Caracterizado por ser um rio agitado, o Paranapanema logo atraiu os olhares de um professor de Piracicaba que instalou uma escolinha de canoagem slalom em Piraju. Com o rio propenso ao desenvolvimento da modalidade, o professor do Navegar, Claudinei de Almeida, trouxe-a para o projeto, adaptou e passou a ensiná-la às crianças.

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“Você tem que ter muito cuidado, porque ele (o rio) é perigoso, muito traiçoeiro. Ele está calmo, mas se aumentar (o nível de água) uns dois palmos já muda completamente, fica mais forte. E esse rio é único, água limpa, bastante peixe”, descreve José Augusto Vieira, um dos atletas do projeto. Seu treinador, Claudinei, explica que a canoagem slalom foi bem recebida em Piraju justamente pelo contato precoce das crianças com a adrenalina e a coragem devido à interação com o rio. “Está no DNA”.

Claudinei de Almeida (Reprodução/YouTube)

Virada de chave

A situação do Navegar mudou de patamar em 2008, quando Poliana de Paula foi para os Jogos Olímpicos de Pequim. Nascida em Piraju, a atleta foi a primeira mulher brasileira a conseguir classificação olímpica na canoagem slalom. Única representante do país naquela edição, ela chegou até a semifinal do K1 e terminou na 14ª colocação.

“Pensávamos em inclusão social, ‘dar uma remadinha’, cuidar melhor das crianças e, de repente, conseguimos uma vaga para a seleção brasileira e logo depois uma vaga olímpica”, conta Claudinei.

+ Atrás do sonho, maior conquista de Pepê é o reconhecimento

Porém, aquele era apenas o começo e pouco tempo depois, mais atletas do Navegar integraram a seleção brasileira, participando de torneios Sul-Americano e Pan-Americano. A consagração veio nos Jogos Olímpicos da Rio-2016 quando Pepê Gonçalves, Anderson Oliveira e Charles Correa, crias de “Piraju” e do Navegar foram os três representantes brasileiros do naipe masculino, “o que nem esperávamos”, segundo ele.

Naquela edição, aliás, Pepê fez história ao tornar-se o primeiro sul-americano a chegar numa final olímpica, terminando em sexto lugar no K1 na ocasião. Já Anderson e Charles terminaram em 11º lugar na disputa do C2.

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Pepê Gonçalves e a paixão por Piraju

Além do feito histórico no Rio, Pepê Gonçalves coleciona títulos em etapas de Copa do Mundo, além de dois ouros nos Jogos Pan-Americanos, conquistados em Lima-2019, e um bronze no Mundial de Extreme – prova que fará sua estreia olímpica em Paris-2024. Ele ainda esteve presente em Tóquio-2020, onde parou na semifinal do K1.

Pepê Gonçalves em entrevista para o filme (Reprodução/YouTube)

Apesar de ter deixado Piraju aos 16 anos para integrar a seleção brasileira permanente de canoagem slalom, em Foz do Iguaçu-PR, e de viajar o mundo recheando seu currículo de conquistas, Pepê não deixa Piraju para trás. Sempre que pode, retorna a cidade que o criou e lhe deu a base para ser o que hoje é. Na pandemia, por exemplo, ele passou seu período inicial de isolamento lá, treinando por meses no Panapanema.

“O ser humano não é nada sem as suas raízes. Não adianta nada ter uma história linda se não tem para onde voltar e contar para quem te acompanhou desde o começo”, conta Pepê, que enxerga que sua ascensão internacional está diretamente relacionada à cidade. “Sou apaixonado por Piraju. Se eu estou no Japão, na Eslováquia, na República Tcheca, eu não vejo a hora de voltar para cá. Quando estou cansado, estressado, quando eu quero comemorar”.

+ Confira #5fatos sobre Pepê Gonçalves

Superação das desavenças

Antes de ser um dos celeiros da canoagem slalom mundial, muitos desacreditavam da ideia do projeto. “Quando você vê um atleta seu remando numa Olimpíada, passa um filme da sua vida, de tudo o que correu atrás”, comenta Claudinei. Após tantas conquistas, o Navegar tem hoje uma ótima reputação em Piraju e região. “Você já tem uma certeza de que quando sair na rua e falar com uma criança, ela vai responder: ‘Sim, professor. Eu posso. Vou chegar lá. Vi que você falou que os meninos um dia estariam numa Olimpíada'”, confessa o treinador.

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Uma das revelações da nova safra da canoagem slalom é José Augusto Vieira, que conheceu a modalidade através de seu irmão, já praticante de longa data. “Estar aqui com esses atletas, Pepê, Poliana, Pedro Henrique, Charles e o Anderson é uma felicidade imensa. Saber que eles saíram de onde eu comecei. Onde tudo começou para eles está começando para mim”, revela. “Eu penso que um dia isso vai mudar minha vida completamente”.

Assista ao filme “Correntes”, disponível no YouTube:

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