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Quem são os brasileiros que garantiram medalha no Mundial de Boxe 2025?



Os brasileiros Rebeca Lima, Isaias Ribeiro, Luiz Oliveira e Yuri Falcão venceram suas disputas de quartas de final e garantiram ao menos a medalha de bronze em suas categorias no Mundial 2025



Boxe Luiz Oliveira (Foto: Miriam Jeske/COB @miriamjeske_)
Luiz Oliveira garantiu medalha para o Brasil no Mundial (Foto: Miriam Jeske/COB @miriamjeske_)

Nesta quarta-feira (10) o Brasil conquistou quatro pódios no Campeonato Mundial 2025 de Boxe em Liverpool. Rebeca Lima, Isaias Ribeiro, Luiz Oliveira e Yuri Falcão venceram suas disputas de quartas de final e garantiram ao menos a medalha de bronze em suas categorias. Conheça cada um deles.

Rebeca Lima (60kg)

Sucessora de Beatriz Ferreira, maior boxeadora do Brasil, Rebeca Lima tem uma herança de peso para seguir. A carioca, porém, já construiu sua carreira por conta própria, com a medalha de bronze no Mundial Juvenil de 2018, quando tinha só 17 anos. Depois, virou presença constante na chamada “Equipe Olímpica Permanente”, a seleção brasileira. Com Beatriz Ferreira como titular absoluta nos 60kg, coube a Rebeca ser uma “reserva de luxo” para a Fera, que disputou todas as principais competições internacionais na categoria desde 2018.

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Para Rebeca, restou os campeonatos menores e nacionais, se tornando pentacampeã brasileira (2017, 2021, 2023, 2024 e 2025). Depois que Bia foi para o boxe profissional de forma definitiva, Rebeca Lima virou oficialmente a titular e não fez feio. Ela foi prata na etapa de Astana da Copa do Mundo e em sua primeira participação no Mundial Elite conquistou o pódio com duas vitórias por unanimidade. Rebeca ainda luta na semifinal contra a casaque Viktoriya Grafeyeva na próxima sexta em busca de vaga na final.

Isaias Ribeiro (90kg)

Estar à sombra de um titular forte também aconteceu com Isaías Ribeiro Filho, da categoria pesada. Keno Marley Machado foi o dono da posição por anos, presente em dois Jogos Olímpicos. Após Paris, o baiano não voltou para a seleção, dando espaço para outros atletas crescerem e aparecerem. Foi o caso de Isaías Ribeiro Filho, também da Bahia.

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O atleta venceu o Campeonato Brasileiro de 2025 justamente sobre Keno Marley e consagrou-se na posição de vez. Depois disso, venceu a Copa do Mundo de Astana e chegou embalado para o Campeonato Mundial. Agora, passou o carro  em Liverpool e se garantiu nas semifinais dos 90kg. Isaías luta por final na sexta contra Loren Alfonso, cubano naturalizado azeri.

Luiz Oliveira (60kg)

Era só uma questão de tempo para Luiz Oliveira, o Bolinha, conquistar uma medalha mundial adulto. Deixa eu explicar. O paulista já tinha um bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, entretanto no adulto o brasileiro veio batendo na trave até os Jogos Olímpicos de Paris, com queda nas oitavas de final no Mundial de 2023 e na estreia olímpica. Mas de lá pra cá, novo momento na carreira.

Luiz está invicto, conquistando desde Campeonato Brasileiro como as duas as etapas de Copa do Mundo da World Boxing. O legado de Servílio de Oliveira, primeiro medalhista olímpico do Brasil na “Nobre Arte” está em boas mãos, ou melhor, em bons punhos com o seu neto Bolinha que se garantiu no pódio dos 60kg e já tem ao menos um bronze sem perder pontos. Agora o paulista luta para mudar a cor da medalha na próxima sexta contra Radoslav Rosenov em busca da final.

Yuri Falcão (65kg)

O The Chosen, como Yuri Falcão é conhecido, passou por altos e baixos nesse pós-Paris. Isso porque nem em Paris o boxeador esteve, não conquistou vaga olímpica no Pan de Santiago, perdeu o primeiro pré-olímpico e abandonou o time antes mesmo do segundo. Isso tudo num período de seis meses. Depois de se reencontrar, Yuri voltou mais forte que nunca. Voltou a ter lutas consistentes em campeonatos nacionais, foi convocado de novo para a seleção e está invicto na temporada.

O capixaba, sobrinho e Esquiva e Yamaguchi Falcão, só perdeu um ponto nos seus três combates e está entre os quatro melhores da categoria no Mundial de Liverpool. Agora ele vai em busca da dourada contra o cubano Erislandy Alvarez Borges para fechar em grande estilo essa volta ao topo.

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