Siga o OTD

Acompanhe ao vivo: Brasil x Colômbia - Americup de basquete feminino

Basquete

‘É indescritível’, diz Thayná Silva sobre estreia na seleção após 2 anos parada

Após 2 anos longe das quadras por conta de uma gestação e a pandemia, Thayná Silva estreou na seleção brasileira com duplo duplo e sem saber descrever os sentimentos

Divulgação FIBA

‘É indescritível’, diz Thayná Silva sobre estreia na seleção após 2 anos parada

Chegar ao profissional, jogar, engravidar, parar, ser mãe, ficar dois anos afastada, voltar, conseguir destaque, ser convocada para a seleção brasileira e estrear na Americup de basquete feminino. Tudo isso em menos de dois anos. Foi o que aconteceu com Thayná Silva. Aos 25 anos, a ala só conseguiu definir a sensação de jogar pelo seu país pela prinmeira vez com uma palavra “É indescritível”.

Para falar de Thayná Silva precisamos voltar a 2019. Então com 23 anos, a ala jogava a edição daquele ano pela LSB/RJ e recebeu a notícia que mudaria sua vida completamente. Logo nos primeiros meses do ano, a atleta descobriu que estava grávida e teve que se afastar das quadras. Como em 2020 a LBF não foi disputada, por conta da pandemia, jogadora carioca só voltou a disputar partidas oficiais neste ano. Mesmo com poucos jogos, Thayná chamou a atenção da comissão técnica da seleção brasileira e fez sua estreia na abertura da Americup feminina. “É indescrítivel o que eu estou vivendo”.

-Fernando Reis e Jaqueline Ferreira garantem vaga no levantamento de peso

A maior da LBF 2021

A chegada de Thayná Silva para a seleção brasileira não aconteceu por conta de sua história. Se a camisa 26 do Brasil na Americup de basquete feminino tem “Thayná” nas costas, é pelo que a atleta mostra em quadra. Em 2018, a jogadora já era um dos destaques do basquete brasileiro e atuando por São Bernardo teve médias de 19.2 pontos e 20.1 de eficiência na LBF, conquistando o prêmio de revelação da temporada e estando no quinteto ideal.

Dois anos depois, a atleta deixou a incerteza de lado e vem mostrando a cada partida o que pode fazer defendendo a LSB RJ. Até a pausa para a disputa da Americup feminina de basquete, Thayná Silva é a maior cestinha da temporada 2021 da LBF, com média de 23.38 pontos. Além da pontuação, a atleta é a terceira maior reboteira, com nove por partida, maior ladra de bolas e jogadora mais eficiente da competição, com 25.13 de média. Mesmo com todos os números, a constatação de que faria parte do grupo do Brasil demorou para acontecer.

“Quando eu recebi a convocação eu fiquei muito feliz. Quando eu tive que parar, eu imaginei que eu não conseguiria voltar a jogar tão cedo. Tudo que está acontecendo eu não estou conseguindo colocar em ordem”, comentou a atleta após a primeira partida com a camisa da seleção brasileira.

+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, NO INSTAGRAM E NO FACEBOOK

Estreia com duplo duplo

O que você faria na prinmeira partida pela seleção brasileira? Thayná Silva fez um duplo duplo. Na rodada de abertura da Americup de basquete feminino, a jogadora terminou com 22 pontos, 13 rebotes e teve 35 de eficiência, maior número do Brasil em todos os fundamentos na vitória contra El Salvador.

Divulgação CBB

“Para mim foi uma experiência enorme, algo muito bom. Tive a responsabilidade de me colocar em quadra bem, as meninas me incentivando, a forma como foi jogado. A estreia foi maravilhosa para elas e para mim. Essa pontuação é por elas. E isso aconteceu por termos jogado como um grupo. Estou feliz pelo time e pela atuação de todas”

Jogando sob a luz da lua

A virada na vida de Thayná Silva nos últimos dois anos é evidente. Porém, desde 2019, a jogadora passou a atuar sob a luz da lua. Prestes a completar seu segundo aniversário, Aylla, que quer dizer luz do luar, vem iluminando os caminhos da ala.

“Somos muito grudadas, Eu estou vivendo o que não imaginava. As meninas me ajudam, a comissão, estou vendo a minha filha todos os dias e prefiro sempre focar nas coisas que estou presenciando. Estou vivendo o aqui e agora e está maravilhoso”, finaliza a atleta.

Mais em Basquete