Um ano depois de conquistar o Prêmio Brasil Olímpico pelo bronze nos Jogos de Paris, Caio Bonfim subiu novamente ao palco como Melhor Atleta do Ano. O marchador revelou que não acreditava que voltaria a vencer o prêmio, mas viu 2025 se transformar na melhor temporada da carreira, marcada pelo ouro nos 20 km e pela prata nos 35 km no Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio.
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Em um discurso longo, emotivo e cheio de histórias pessoais, Caio explicou como seu sentimento ao receber o prêmio este ano foi completamente diferente do anterior.
“Achei que aquele prêmio seria único”
Logo no início, Caio lembrou que o troféu de 2024, conquistado por conta do bronze olímpico, carregava para ele um significado de encerramento de ciclo. “Quando conquistei esse prêmio no ano passado achei que seria o único. Esse ano foi muito especial, de muita gratidão e muitas pessoas envolvidas”.
Caio Bonfim discursou no mesmo palco em que, pouco antes, sua mãe Gianetti Bonfim, recebeu o prêmio de melhor técnica do mundo. “As pessoas perguntam se sou treinando por meu pai ou minha mãe. Sou treinado pelos dois, mas minha mãe quem fez eu desenvolver minha parte técnica.”
Ele explicou como sua mãe, formada em direito e ex-atleta, decidiu estudar técnica da marcha após sucessivas desqualificações do filho. “Ela viu que precisava aprender mais para me levar ao próximo nível. Foi para a Europa, estudou, virou treinadora.”
Da infância no futebol ao aprendizado que moldou sua carreira
Em tom descontraído, Caio relembrou um episódio marcante da infância — quando sonhava ser jogador de futebol — e como isso o ensinou uma lição fundamental.
Ele contou que, após marcar dois gols em uma final, voltou para casa se intitulando “salvador da pátria”. Ouviu um cascudo do pai, um alerta bem-humorado da mãe e, no dia seguinte, precisou voltar à equipe para pedir desculpas. “Ali aprendi que ninguém chega a lugar nenhum sozinho.”