O atletismo brasileiro ganhou um impulso importante para o futuro. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou um contrato de R$ 21 milhões por três anos e meio com a Fictor, grupo que atua nos setores de indústria alimentícia, infraestrutura e serviços financeiros. A parceria tem um foco claro: desenvolver a base e acelerar a formação de novos atletas em todo o país, com investimento direto nos Centros de Formação do Atletismo (CFAs) — conhecidos como “centrinhos”.
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“Estamos colocando luz nos invisíveis”, afirma o presidente da CBAt, Wlamir Campos. “Levamos o atletismo onde ele nunca existiu e já vemos frutos: crianças que entraram há quatro anos hoje estão nas seleções de base. Agora, vamos dar ainda mais condições para que essa semente cresça.”
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CFAs ganham reforço estratégico
Até a chegada da Fictor, o projeto era financiado exclusivamente pela Caixa. Agora, as duas marcas dividem o aporte para impulsionar o crescimento da modalidade. “Agora ele passa a ser um projeto Caixa e Fictor. A gente vai potencializar o que já existe e ampliar tudo isso com essa parceria. Nós optamos por potencializar os 60 centrinhos para que eles tenham mais musculatura. E agora, com a chegada da Fictor, vamos conseguir dar ainda mais capacidade de entrega. Não é um projeto só de marketing — é transformação real”, comemora o dirigente.
Hoje, os CFAs atendem 4.600 crianças em 60 unidades distribuídas em 20 estados. A meta é chegar aos 27 estados.
Efeito Fictor: impacto e longo prazo
O aporte financeiro chega alinhado ao conceito do ‘Efeito Fictor’, estratégia institucional da empresa que aposta em educação, impacto social e transformação por meio do esporte. “Buscamos gerar impacto real. O patrocínio vem acompanhado de ações mensuráveis, com visibilidade e oportunidades para novos talentos”, afirma Andrea Niccoli, diretora de marketing e comunicação da Fictor.
“O atletismo traduz nossos valores: dedicação, resiliência e trabalho. Queremos ajudar a formar atletas e cidadãos”, completa Rafael Góis, presidente do Grupo Fictor.
Ídolos celebram a nova parceria
O anúncio da Fictor como nova parceira da CBAt contou com a presença de ídolos nomes como Caio Bonfim e Alison dos Santos. Símbolos da nova geração vencedora do atletismo brasileiro, os dois são exemplos de atletas que vieram da base.
“Eu queria agradecer, em nome dos atletas, porque iniciativa boa é a que dá oportunidade. No futebol tem 500 crianças batendo no portão para jogar; no atletismo, muitas vezes somos nós que descobrimos o talento. E o atletismo contempla todos os perfis: quem salta mais, quem arremessa mais, quem é mais resistente, quem é mais veloz. É o esporte humano, agradeceu Caio Bonfim.
Alison dos Santos, por sua vez, salientou o quando o atletismo mudou a vida dele. “Eu vim de projeto social. Era tímido, retraído — o atletismo me transformou. Hoje eu volto para minha cidade e vejo crianças que cresceram onde eu cresci olhando para mim como espelho. Ter esse suporte para a base é essencial, porque a vida do atleta passa rápido — e ver gente cuidando desse processo é muito importante pra gente”
Como funcionam os “centrinhos”?
Os Centros de Formação do Atletismo (CFAs) — conhecidos como centrinhos — são hoje a principal porta de entrada para jovens na modalidade. Criados para democratizar o acesso e formar atletas a partir dos seis anos, eles funcionam com edital público, acompanhamento escolar e capacitação técnica.
“Os centrinhos são escolhidos por edital. O projeto social se habilita, precisa ter estatuto registrado, profissional de educação física, conta na Caixa e todos os alunos matriculados na escola”, explica Wlamir Campos.
O dirigente explica que o suporte vai além do treino. “A gente faz repasses mensais, capacitação de professores e acompanhamento dos alunos. Não buscamos performance — ela é consequência. Nosso foco é formar pessoas. Se você não tem nota, esqueça. Não adianta ser excelente atleta e não ir bem na escola.”
Com a Fictor, o programa ganha escala e reforço estrutural. “Com a Fictor, vamos poder fazer avaliações, acompanhar evolução técnica e física, dar dignidade – inclusive padronizar, calçar todas essas crianças – para que elas queiram continuar no projeto”, comemora.
A expectativa é transformar ainda mais histórias e revelar talentos. “A criança que conhece o esporte não conhece a droga. Nosso papel é plantar essa semente. Já vemos crianças que entraram há quatro anos chegando à seleção de base. E agora vamos poder acelerar esse processo, chegar aos 27 estados e abrir ainda mais portas.”
O que o acordo com a Fictor prevê?
- Circuito Brasileiro Fictor de Corridas de Rua a partir de 2026, com etapas em todas as regiões e final nacional
- Troféu Fictor para premiar categorias de base no Prêmio Melhores do Atletismo
- Marca nos uniformes da seleção brasileira em campeonatos sul-americanos
- Ativações e experiências nos 60 CFAs da CBAt
- Produção de conteúdo digital e editorial
Momento da CBAt
Com a chegada da Fictor, a Confederação Brasileira chega à marca de cinco patrocinadores. A entidade conta com patrocínio da Caixa até 2028 e com fornecimento de material esportivo com a Puma até 2032. Além disso, tem parceria com a PlayPiso para a manutenção da pista do Centro Nacional de Desenvolvimento, em Bragança Paulista, e com Lindóia Verão para o fornecimento de água em treinamentos e competições organizadas pela CBAt.
“Buscamos parceiros de longo prazo e alinhados aos nossos valores. Hoje já somos a terceira confederação olímpica do país (atrás do futebol e do vôlei) e acreditamos que chegaremos até Los Angeles com o maior número de patrocinadores do esporte brasileiro”, projeta Wlamir Campos.