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Stephanie Balduccini cresce em Michigan e brilha no Pan Júnior



Stephanie Balduccini sai de Assunção com 15 ouros nos Jogos Pan-Americanos Júnior (somando 2021 e 2025). O foco agora é sua terceira temporada no NCAA, a forte liga universitária dos Estados Unidos



Stephanie Balduccini na natação dos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025
(Foto: Panam Sports)

De Assunção – Ninguém tem mais medalhas nos Jogos Pan-Americanos Júnior do que Stephanie Balduccini. A nadadora brasileira tem 15 ouros na competição, somando suas participações em Cali-2021 e Assunção-2025. Teté gosta de competir e demonstra isso na piscina, caindo várias vezes na água para ajudar o Time Brasil no Pan Júnior. Após a competição, Stephanie terá merecidas férias, para se preparar mentalmente para mais uma temporada do NCAA e os seus próximos desafios na natação.

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Stephanie Balduccini parece ser uma verdadeira jogadora de equipe em um esporte individual. A atleta sempre vai para a água ajudar os revezamentos do Brasil a conquistar medalhas em Assunção. Nisso, ela se isolou como maior medalhista da histórias dos Jogos Pan-Americanos Júnior, com um recorde que deve ser difícil de ser batido. “Eu gosto muito de competir. Então poder competir e ganhar umas medalhas, eu acho que é muito importante pro Brasil, pra mim e para todo mundo que eu represento. Saber que eu sou a pessoa que mais ganhou medalha de Pan Júnior é muito legal e eu sigo motivada por causa disso”, disse a nadadora em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Recordista sul-americana

Um dos principais feitos de Stephanie Balduccini em 2025 foi a quebra do recorde sul-americano dos 100m livre feminino. Além disso, ela se tornou a primeira atleta do país a nadar a prova abaixo dos 54 segundos, após ficar tanto tempo perto de superar a marca. Para a nadadora, a sequência de tempos próximos do recorde, foi o que a ajudou a fazer os ajustes para conseguir nadar os 100m na casa dos 53 segundos.

“Ganhei mais confiança na prova. Acho que depois de você nadar tantas vezes especialmente na casa de 54, você começa a entender onde é que você tem que melhorar e onde você está errando”, conta a nadadora. Para quebrar o recorde, o segredo foi passar mais forte nos 50 metros iniciais e conseguir manter a velocidade até o final da prova. “Acho que esse ano eu aprendi como passar mais forte e voltar mais consistente. A volta era sempre um problema e eu consertei isso. Fico bem contente de ter sido a primeira brasileira e primeira pessoa da América do Sul a ter nadado na casa dos 53 segundos”, completou.

Vida em Michigan

Um dos principais motivos da evolução de Stephanie Balduccini foi sua ida para a Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. No mesmo local onde Gustavo Borges fez história no NCAA, a fortíssima liga universitária dos EUA, nos anos 1990. Competindo com os Michigan Wolverines, Stephanie conseguiu um resultado inédito neste ano, foi a primeira brasileira a ir ao pódio no NCAA Finals, a grande final da temporada universitária da natação. Ela ganhou o bronze nas 200 jardas livre.

“Eu tive uns resultados muito bons em Michigan. Eu fui a primeira medalhista brasileira no NCAA. Pra quem não sabe NCAA é muito difícil. Então eu peguei uma medalha nas  200 jardas livre. Foi muito especial. E sigo motivada para o próximo ano”, contou a nadadora.

Stephanie Balduccini estuda Comunicação e Mídia e vai fazer um mestrado em Marketing após o término da graduação. Antes de voltar às aulas e para a piscina em Michigan, a atleta deve tirar um período de férias, para descansar mente e corpo para seus próximos desafios.


Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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