De Assunção – Maria Clara Andrade tem sido um dos destaques da seleção brasileira de vôlei feminino nos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025. A ponteira joga na Liga Universitárias dos Estados Unidos e ganhou sua primeira oportunidade na seleção brasileira neste ano. A atleta foi importante na semifinal contra a República Dominicana e vai em busca do ouro nesta sexta-feira (15) contra o México.
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Essa é a primeira vez que Maria Clara Andrade joga em uma seleção brasileira de voleibol. Ela jogava no Brasil no antigo projeto do Bradesco Esportes, até ir para os Estados Unidos jogar na Universidade do Sul da Flórida (USF). Com boas atuações no NCAA, a liga universitária dos EUA, Maria Clara foi chamada para compor a seleção sub-23 neste ano, atuando na Copa América e agora nos Jogos Pan-Americanos Júnior.
“Gratidão ao Marcão [Miranda, técnico da equipe], pela oportunidade de estar representando o meu país. A experiência é incrível. É meu primeiro Pan-Americano e minha primeira vez representando a seleção brasileira. Eu não tenho palavras para dizer o quanto eu evoluí. Esse time é muito especial. Foi muito bom estar esses dois meses com a equipe. A gente vai para a final e se Deus quiser sairemos com a vitória”, afirmou a ponteira em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
Modo Bergmann
Nos últimos anos, tem aumentado o número de jogadoras brasileiras de vôlei no NCAA. Uma das principais referências para as atletas do país que vão para a liga universitária dos Estados Unidos é Julia Bergmann. Ainda quando estudava e jogava na Georgia Tech, a atleta já era convocada por José Roberto Guimarães para a seleção brasileira principal. E do NCAA, ela saiu direto para o vôlei profissional, indo jogar na Turquia.
Maria Clara joga na mesma posição de Bergmann e tem a medalhista olímpica como uma de suas inspirações. “principalmente por ela ter saído do college, já indo lá jogando no time profissional. Essa é a meta”, afirmou a atleta.
Maria Clara Andrade vai para a sua última temporada no NCAA após os Jogos Pan-Americanos Júnior. Ela irá se formar em administração. A atleta também contou que a passagem pela USF ajudou na sua evolução dentro e fora de quadra. “Eu cresci mentalmente, fisicamente e como pessoa. Foi crucial para minha carreira e para eu estar aqui hoje. Isso é fruto do meu trabalho. Acredito que a gente faz um trabalho muito legal lá na USF. Vou para meu último semestre ansiosa pelo que está por vir”, concluiu.