A estreia de Duda e Ana Patrícia no Mundial de vôlei de praia 2025, nesta quarta-feira (13) contra as australianas Phillips e Mears, em Adelaide, marca não apenas o início da busca por mais um pódio internacional, mas também a conclusão de um dos ciclos mais desafiadores da carreira da dupla campeã olímpica. “Estar aqui já é uma vitória”, resume Ana Patrícia, ao relembrar um ano marcado por duas lesões que comprometeram boa parte da temporada.
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Lesões atrapalharam temporada
O primeiro obstáculo surgiu entre o fim de 2024 e o início de 2025, quando Ana Patrícia precisou enfrentar uma hérnia de disco nas costas, que a tirou das competições por cerca de três meses. Já recuperada, ela voltou às quadras, mas sofreu um novo problema físico: um estiramento muscular na coxa esquerda, durante a final da etapa de Aracaju do circuito brasileiro, em maio. A lesão exigiu mais dois meses de afastamento.
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Esses períodos longe da areia reduziram o número de torneios disputados pela dupla no circuito mundial, o que se refletiu tanto no ritmo competitivo quanto na posição no ranking. Atualmente elas estão em nono. Apesar disso, Duda considera positiva a evolução recente: “A Copa do Mundo sempre é um torneio muito especial. Do meio para o final da temporada fizemos duas ótimas etapas no Circuito Mundial e ficamos felizes com essa evolução.”
Expectativas altas, mesmo após um ano irregular
Desde que se juntaram, em 2022, Duda e Ana Patrícia convivem com grande expectativa. Além do título mundial em 2022, do vice em 2023 e do ouro olímpico em 2024, a dupla manteve presença constante entre as melhores do circuito. Em 2025, porém, a sequência de lesões impôs uma preparação irregular.
Com apenas sete torneios disputados, elas ainda conquistaram quatro medalhas de bronze no circuito mundial: Brasília, Montreal, Hamburgo e João Pessoa. Ana Patrícia reconhece que a cobrança existe, mas vê o lado positivo: “Essa questão da expectativa nos acompanha desde o início. Mas as pessoas só esperam algo de quem acreditam que pode entregar. Essa credibilidade também nos motiva.”
Estreia e foco no processo
Para Duda, o desafio no Mundial exige paciência e constância: “O que esperamos dessa Copa do Mundo é sempre o nosso melhor. É um torneio muito longo, jogo a jogo, e precisamos ter muita paciência.”
A dupla disputa sua terceira edição de Mundial juntas e segue com o objetivo de alcançar mais uma final: “Queremos muito o resultado”, afirma Ana Patrícia. “Se for da vontade de Deus, esperamos estar mais uma vez na decisão. Mas, com tudo o que passamos, estar aqui já é uma grande vitória.”
Brasil chega com sete duplas
O Brasil terá sete parcerias em ação em Adelaide, e Duda aproveitou para destacar o grupo brasileiro no torneio: “Esperamos que seja uma ótima competição para todos os brasileiros. Tomara que todos consigam fazer um grande torneio.”