O Brasil chegou com uma dupla em cada naipe no dia final de competições do Elite 16 de Montreal. Ambas venceram suas semifinais na manhã deste domingo (23). Thâmela e Vic souberam extrair o melhor de seu jogo para derrotar Cruz/Brasher na decisão e levar o primeiro título da dupla. De quebra, o título mundial da temporada ficou com Carol Solberg e Rebecca, pela combinação de resultados. André e Renato tiveram que esperar mais de hora e meia com a chuva atrasando a decisão, que perderam em dois sets para Mol/Sorum.
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Decisão difícil no feminino
A revanche contra as canadenses Melissa e Brandie da derrota na primeira fase veio, sobretudo, com ataques potentes de Vic. 25 dos 41 pontos no fundamento vieram das mãos dela. Thâmela, por outro lado, fez 16 e encaixou os seis bloqueios da dupla. A vitória na semifinal veio de virada, com 2 sets a 1 (19/21, 22/20 e 15 a 7) junto com a classificação à decisão. Suas adversárias foram as norte-americanas Kristen Cruz e Taryn Brasher, consideradas as melhores da atualidade, que fizeram 2 a 0 na dupla alemã Müller/Tillmann.
No começo da final, Thâmela e Vic começaram muito bem, abrindo 4/0, usando o bloqueio de Thâmela e erros adversários. Porém, a virada veio com o placar saindo de 6/4 a favor para 8/6 contra. Mesmo parando o jogo, a dupla brasileira não conseguiu segurar um saque venenoso e a diferença subiu para três pontos. Usando bem os contra-ataques, as norte-americanas ampliaram sua margem na parcial, sofreram uma pressão, mas fecharam em 21/19.
Não estava perdido
Mais uma vez, Thâmela e Vic abriram vantagem, 2/0, nos primeiros pontos, buscando tirar a zona de conforto das norte-americanas. O retorno foi melhor, Vic salvou um ataque de forma espetacular e finalizou com um ponto de contra-ataque. A dupla nacional chegou a 6/2 em seguida. Três erros em sequência, encurtaram em 7/6 o placar e a virada novamente aconteceu, no 9/8. Resilientes, as brasileiras chegaram à parada técnica vencendo em 11/10. O duelo manteve-se equilibrado até os momentos finais, quando Thâmela e Vic abriram dois pontos e empataram no primeiro setpoint, 21/18.
No tiebreak, as brasileiras começaram atrás, porém Vic sacou balanceado e a virada ocorreu no 3/2. Nitidamente, os ânimos mudaram o lado do favoritismo e a vantagem foi para 6/3. Thâmela e Vic conduziram a parcial, que chegou a ter quatro pontos, de margem 12/8. Dois pontos das norte-americanas, que não pediam tempo, obrigou o Brasil a pedir uma pausa. O championship point chegou no 14/10, mas precisou de mais três pontos até que o título viesse no 15/12 com um bloqueio de Thâmela.
Palavras das vencedoras
“P*** que pariu! Desculpe. Essa final foi muito difícil, principalmente no lado físico. Foi um torneio muito longo e cansativo para nós, fizemos 2 a 1 em praticamente todos os jogos, lutamos até o final. Quero agradecer à Vic, dizer que é um prazer dividir a quadra com ela, amo jogar com ela, não me vejo aqui sem sua companhia”, comemorou Thâmela.
“Estou muito feliz com esse resultado, amo jogar aqui em Montreal por causa da energia do público”, respondeu Vic, em inglês, mesmo falando que não sabia falar a língua estrangeira.
Prata no masculino
Na semifinal, André e Renato encontraram mais dificuldades para vencer a dupla canadense Schachter/Pickett do que na primeira fase. Foi necessário três parciais para a vitória em 2 sets a 1 (21/12, 16/21 e 16/14). Com os pontos de ataque, bloqueio e saque muito semelhantes, o que pesou a favor dos brasileiros foi o número de erros dos adversários, 10 a 2.
As finais precisaram aguardar o retorno de competições, já que o campeonato parou devido às condições climáticas de tempestade em Montreal. Na chave masculina, André e Renato sabiam que enfrentariam uma dupla norueguesa que sairia vitoriosa do confronto caseiro. Tiveram um duelo duro contra Anders Mol e Christian Sorum, que derrotaram Hendrik Mol e Mathias Berntsen.
Os ataques noruegueses encaixaram bem no primeiro set, fazendo com que a dupla europeia abrisse vantagem logo na parcial e vencessem por 21/16. André e Renato começaram o segundo set em desvantagem, mas chegaram a empatar em 11/11 e a igualdade permaneceu nos pontos seguintes, até a virada com bloqueio de André em 15/14. O troco veio na mesma moeda, dois bloqueios de Mol e 18/16. O norueguês fez a diferença na reta final, com um ataque na paralela e mais um bloqueio, Sorum explorou o bloqueio brasileiro e fecharam em 21/18.
Foi a primeira final de Elite 16 da dupla brasileira contra uma dupla que conquistou o tricampeonato em Montreal. Na disputa de bronze, os canadenses fizeram a alegria da enxarcada torcida, ao derrotar a outra dupla norueguesa por 2 sets a 1 (16/21, 28/26 e 15/12).