O Brasil garantiu a sua vaga na grande decisão da Liga das Nações feminina de vôlei. Na manhã deste sábado (25), em partida disputada na cidade de Macau, na China, a seleção brasileira venceu a Itália pelo placar de 3 sets a 2, com parciais de 21/25, 25/21, 26/24, 21/25 e 15/12. Com o grande resultado, a equipe eliminou as atuais campeãs do torneio e carimbou o passaporte para a final da VNL em busca do título inédito.
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Mesmo desfalcada por quatro atletas nesta etapa decisiva em solo chinês, a seleção mostrou força coletiva. E não foram quaisquer desfalques. O Brasil não teve Gabi Guimarães, uma das maiores atacantes do mundo, Julia Kudiess, a maior bloqueadora da VNL quando se machucou, Tainara e a líbero Nyeme.

O grande destaque individual do confronto foi Ana Cristina, que terminou como a maior pontuadora da partida ao anotar 22 acertos, sendo 21 de ataque. Júlia Bergmann e Rosamaria também tiveram papel fundamental, somando 15 pontos cada. Pelo lado italiano, a maior pontuadora foi Stella Nervini, com 16 pontos.
Confira os melhores momentos
#VNL2026 🇧🇷 Brazil is heading to the VNL FINALS! 🔥
— Volleyball World (@volleyballworld) July 25, 2026
Despite missing Gabi and Julia, they delivered a balanced team performance to topple the reigning VNL + Olympic Champions in a thrilling tie-break.
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Pelo título inédito
Garantida na disputa pelo troféu, a seleção brasileira agora enfrentra a Turquia na final. As turcas bateram a China por 3 a 0 na outra semi. A grande decisão será às 8h30 no horário de Brasília e o Olimpíada Todo Dia faz o acompanhamento ao vivo a partir das 7h45 pelo Youtube.
O Brasil ainda não tem o título da Liga das Nações de vôlei feminino. Com a deste ano, são cinco finais em nove edições. Em 2024, a seleção perdeu a final justamente para a Itália. Além de atual campeã da VNL, a seleção italiana é a atual campeã olímpica e mundial.
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A partida
A Itália começou a partida em ritmo forte no primeiro set. As italianas cresceram de rendimento na reta final, emendaram sequência de pontos e fecharam em 25/21. O Brasil, por sua vez, se destacou pelo sistema defensivo e pela eficiência no bloqueio, limitando Ekaterina Antropova a apenas um ponto na parcial.
A resposta brasileira veio de forma imediata na segunda parcial. Com postura agressiva, a seleção abriu vantagem logo no início e forçou o técnico italiano a pedir tempo. Administrando a liderança, o Brasil contou com boa presença da central Luzia e empatou o duelo ao devolver o 25/21, em ponto definido por Ana Cristina.

O terceiro set manteve a seleção brasileira à frente durante a maior parte do tempo. Apesar de a Itália ensaiar uma reação no placar em determinados momentos, o Brasil aproveitou a oscilação do ataque adversário e fechou a parcial em apertados 26/24, com um bloqueio de Júlia Bergmann para cima de Egonu. No quarto set, o cenário voltou a se inverter. A equipe italiana aproveitou os erros cometidos pelas brasileiras para abrir boa folga no placar e administrou a vantagem para fechar em 25/21.
A definição da vaga no tie-break reforçou o histórico recente de equilíbrio entre as duas equipes, marcando o sexto jogo definido em cinco sets nos últimos nove confrontos diretos entre Brasil e Itália. Demonstrando precisão nos ralis decisivos, a seleção abriu margem confortável na metade da parcial e selou a vitória por 15/12.
Estatísticas
Os números finais do confronto reforçam uma partida de muito equilíbrio. A seleção brasileira conquistou, no total, apenas um ponto a mais que as italianas (108 a 107). No ataque, o mesmo, a equipe do Brasil registrou 64 acertos, enquanto a Itália anotou 63. Defensivamente, em pontos de bloqueio, as equipes estiveram idênticas, com 12 pontos cada.



