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Análise: saque, passe e ataque preocupam Brasil para as quartas da VNL



No pós-jogo da derrota para os Estados Unidos, equipe do OTD analisa os principais problemas do Brasil para a fase final da VNL



O Brasil fechou a fase de classificação da VNL Feminina 2026 com derrota para os Estados Unidos por 3 sets a 0, em Osaka, no Japão. Mais do que o resultado, o desempenho da seleção brasileira nos momentos decisivos virou ponto de atenção antes das quartas de final.

No pós-jogo do Olimpíada Todo Dia, Fernando Gavini, Rafael Zito e Gabriel Gentile analisaram os principais problemas da equipe, como a queda de rendimento nas retas finais dos sets, a falta de agressividade no saque, as dificuldades no passe e a sobrecarga sobre poucas opções ofensivas. A seleção brasileira terminou a primeira fase em 3º lugar e agora aguarda a definição do adversário no mata-mata.

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Brasil perdeu força nas retas finais

O placar de 3 a 0 não conta sozinho a história da partida. O Brasil teve chances nos dois primeiros sets, mas não conseguiu sustentar vantagens e caiu nos momentos decisivos. A seleção perdeu a primeira parcial por 26/24 e a segunda por 25/22.

O terceiro set, porém, foi o ponto mais preocupante da análise. Depois de competir nas parciais anteriores, o Brasil perdeu intensidade, viu os Estados Unidos crescerem no bloqueio e sofreu um 25/16 que aumentou o sinal de alerta para a fase final.

Ataque ficou concentrado

Ana Cristina voltou a ser a principal referência ofensiva do Brasil e terminou como maior pontuadora da seleção, com 18 pontos. Rosamaria fez 13, enquanto Julia Bergmann somou 10.

Na análise do OTD, o problema foi a falta de mais opções constantes de definição. Com o passe pressionado e as centrais menos acionadas, o ataque brasileiro ficou mais previsível. A partir daí, os Estados Unidos conseguiram organizar melhor o bloqueio, especialmente nos momentos em que a bola passou a se concentrar em Ana Cristina e Rosamaria.

Saque e passe preocupam

Outro ponto destacado no pós-jogo foi a queda de agressividade no saque brasileiro. O Brasil começou a VNL mostrando evolução nesse fundamento, mas voltou a sofrer com um serviço menos incisivo. Contra os Estados Unidos, a diferença ficou evidente.

As norte-americanas pressionaram mais no saque, quebraram o passe brasileiro e facilitaram o trabalho do bloqueio. Do outro lado, o Brasil teve dificuldade para tirar as adversárias da zona de conforto e não conseguiu transformar contra-ataques em pontos com regularidade.

Situação de Júlia Kudiess vira atenção

A lesão de Júlia Kudiess também entrou na análise. A central deixou a quadra durante a partida e virou preocupação para a fase final. O pós-jogo destacou que o Brasil ainda não conseguiu ter, ao mesmo tempo, Gabi, Ana Cristina e Júlia Kudiess saudáveis na seleção.

Com Gabi fora da fase classificatória e Kudiess como dúvida, a composição do time para as quartas de final pode ser afetada. A central é uma das peças mais importantes do bloqueio brasileiro, fundamento que perdeu força contra os Estados Unidos.

Agora, o Brasil espera a definição do adversário nas quartas de final da VNL. A seleção terminou em 3º lugar, enquanto os Estados Unidos fecharam a fase classificatória na liderança.

A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é feita em colaboração com a Volleyball World. Para assistir a todos os jogos da Liga das Nações ao vivo, acesse a VBTV pelo link subscribe.volleyballworld.com e use o cupom 10OLIMPIADA para garantir desconto na assinatura.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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