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Camila Brait se despede do vôlei com festa em Sacramento com amigos e ídolos



Aos 37 anos, líbero celebrou a trajetória no vôlei com clínica e exibição em Sacramento, onde começou no esporte.



Clínica Legado Brait em Sacramento (Foto: Divulgação)

Na tarde deste sábado, dia 30 de maio, Camila Brait deu um ponto final em sua carreira, onde tudo começou. Aos 37 anos, a mineira celebrou sua trajetória no vôlei com seu evento de despedida, o “Legado Brait”. O jogo aconteceu no Ginásio Marquezine, em Sacramento, cidade mineira, onde Camila Brait começou sua carreira. Após três sets, o resultado não importava, mas sim como a exibição terminou: com um ace da líbero, que foi levada para o alto pelos amigos presentes.  

“Foi um momento muito emocionante da minha vida, toda a minha família aqui. Meus filhos, meu marido, meus pais, todas essas pessoas que fizeram parte da minha carreira, fizeram parte de tudo que eu vivi, de todo o meu empenho, estou muito emocionada e estou muito feliz”, comemorou a medalhista olímpica, em fala para a SporTV.

“Eu estou nova para uma pessoa normal, mas para o vôlei eu já estou velha, vou jogar Beach Tennis”, brincou. “Por enquanto eu vou ficar tranquila, aproveitar minha família, meus filhos, depois, talvez, quem sabe daqui uns anos, eu vejo alguma coisa”, falou a recém-aposentada Camila Brait.

Fabi é a reserva de Camila Brait

O ginásio Marquezine estava cheio para acompanhar grandes estrelas de vôlei. Antes da partida, a organização do eventou exibiu imagens da carreira de Camila Brait. Apesar de ser uma exibição, um alto nível de vôlei foi visto pela plateia. Ela brincou ainda para a SporTV que a maioria dos amigos queria jogar no time dela, mas que uma escalação especial chamou atenção. “Primeira vez na vida que a Fabi Alvim vai ficar no banco para mim. Falei para ela, “Fá, vai sentar lá no banco”. Ela respondeu “Com muito orgulho”, disse em meio a risadas para a SporTV, sobre a amiga e bicampeã olímpica que foi escolhida para o Hall da Fama do Vôlei Internacional este ano.

O jogo tinha tantos líberos, que em um momento, o técnico Luizomar de Moura finalmente conseguiu colocou apenas líberos em quadra no Time Brait. “Isso aqui ganha de qualquer time japonês, a bola não vai cair nunca, pode apostar”, brincou o atual treinador do Osasco e da seleção feminina cubana. Com Serginho de levantador, Gabiru brilhou ao vencer o ponto de bloqueio, gerando dessa forma uma das celebrações mais calorosas da exibição.

Serginho brinca que volta a jogar se houver mudança de regra 

Em um momento, Escadinha ainda brincou em uma conversa com Fabi. Celebrado por ter feito vários pontos, o líbero campeão olímpico em Atenas 2004 e na Rio 2016 e que se aposentou em 2020, aproveitou para um anúncio: “se poder levantar da linha de três metros, eu volto a jogar”, comentou o atleta de 50 anos, dono de quatro medalhas olímpicas .

“Eu estou muito emocionada, né? Eu comecei aqui em Sacramento aos nove anos e hoje vou encerrar aqui. Então é uma honra muito grande olhar aqui na arquibancada e ver tanta gente conhecida, tanta gente que me acompanhou na minha carreira, que torceu por mim”, disse à transmissão da SporTV, ainda antes do início da partida.

Clínica Legado Brait celebra nova geração

O jogo dividiu a líbero e seus convidados em Time Camila e Time Brait. Já na sexta-feira, as atividades começaram, com a “Clínica Legado Brait”, que reuniu 500 jovens atletas. O evento foi organizado pelo projeto Meninas de Ouro, liderado por Bethânia Melo, primeira treinadora de Camila Brait, e que conta com 350 crianças de Sacramento e Araxá. Além de Brait e Bethânia, o técnico Luizomar, Natália Zilio, Dani Lins e Sidão também ministraram a clínica.

“Está sendo tudo maravilhoso. Foi aqui que eu comecei e aqui vou terminar, ao lado dos amigos, da Bethânia e do Luiz (Luizomar), meus dois grandes técnicos. A Bethânia foi a primeira e o Luiz foi meu treinador por mais de 20 anos. E ver todas essas meninas na clínica foi muito bom e emocionante. Ver o brilho nos olhos de cada uma e ter contato direto com elas, passando um pouco do que eu aprendi com o vôlei foi realmente maravilhoso. Estou honrada”, disse a medalhista olímpica de prata em Tóquio-2020.

“Eu olho e vejo principalmente as meninas do projeto, eu vejo o olhinho delas brilhando, vendo a medalhistas Olímpicos aqui. Para mim é muito importante, acho que é isso que fica, né? Todo esse meu legado no vôlei, a inspiração que a gente pode dar pra criançada que tá começando agora. A cidade toda me acolhe da melhor maneira possível”, concluiu Brait.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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