O Osasco São Cristóvão Saúde mais uma vez não poderá contar com a oposta Tiffany em uma competição internacional. Após ficar fora do Mundial de Clubes, em dezembro, a jogadora também está impedida de atuar no Sul-Americano de Clubes Feminino de Vôlei 2026, que acontece entre quarta-feira (18) e domingo (22), em Lima, no Peru.
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A ausência ocorre porque Tiffany ainda não possui autorização da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para disputar torneios internacionais. A entidade exige que atletas trans passem por avaliação do Comitê de Elegibilidade de Gênero, responsável por analisar e aprovar a participação nessas competições.
Processo segue em análise
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo site Web Vôlei e confirmadas junto ao clube, o Osasco já solicitou a liberação antes do Mundial de Clubes, mas não recebeu resposta definitiva. O processo segue em andamento até o momento.
Embora a FIVB não proíba oficialmente a presença de atletas trans em seus eventos, a inscrição depende da aprovação formal desse comitê, que é a instância máxima dentro da entidade para decisões desse tipo.
Tiffany é a primeira atleta trans a atuar no vôlei de alto rendimento no Brasil e compete regularmente na Superliga Feminina. Sem a autorização internacional, porém, ela não pode ser inscrita em competições organizadas pela FIVB.
Jogadora viajou com o elenco
Mesmo sem condições de atuar, Tiffany acompanhou a delegação para o Peru e deve assistir aos jogos da arquibancada.
O Osasco está no Grupo B, ao lado de Boston College (Chile) e Olympic (Bolívia). O outro representante brasileiro, o SESI Vôlei Bauru, integra o Grupo C, com Regatas Lima (Peru) e Club de Alto Rendimento/UVIV (Equador).
O torneio reúne nove equipes divididas em três chaves. Os campeões de cada grupo e o melhor segundo colocado avançam às semifinais. Além do título continental, a competição garante duas vagas para o Campeonato Mundial de Clubes.