O esporte movimentou R$ 183,4 bilhões na economia brasileira em 2023, o equivalente a 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor também foi responsável por 3,3 milhões de empregos diretos e indiretos, segundo dados do Relatório Nacional da Economia do Esporte, desenvolvido pelo Instituto Sou do Esporte em parceria com a EY.
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Os números foram apresentados nesta quarta-feira (2), durante o Ticket Sports Summit, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O levantamento foi um dos temas da programação do evento, que reúne profissionais e empresas ligados ao mercado esportivo e à indústria de eventos.
O estudo aponta crescimento em relação ao ano anterior. Em 2022, a economia do esporte havia movimentado R$ 176,15 bilhões, correspondentes a 1,67% do PIB brasileiro. No ano seguinte, o valor chegou a R$ 183,4 bilhões, alta de aproximadamente 4,1%.
A apresentação também abordou a dificuldade de ampliar a produção de dados sobre o setor. Segundo o Instituto Sou do Esporte, a cadeia esportiva envolve mais de 20 segmentos econômicos, entre indústria, comércio, serviços, turismo, mídia, entretenimento, saúde e bem-estar.
Impacto dos investimentos
Outro dado apresentado no evento foi o efeito multiplicador dos investimentos no esporte. De acordo com o levantamento, cada R$ 1 de investimento privado gerou R$ 23,36 adicionais na cadeia de valor esportiva. No setor público, cada R$ 1 aplicado representou R$ 12,83 adicionais.
A cadeia também tem impacto significativo sobre o mercado de trabalho. Dos 3,3 milhões de empregos diretos e indiretos identificados pelo estudo, 52% estão relacionados ao comércio de artigos esportivos. As atividades recreativas respondem por 25% dos postos, enquanto a indústria representa 13% e mídia e publicidade, 7%.
Eventos esportivos e economia local
A produção de dados sobre eventos esportivos foi outro ponto discutido durante o encontro. Além do número de participantes e do público presente, informações como origem dos competidores, acompanhantes, gastos com hospedagem, alimentação, transporte, passagens e turismo ajudam a dimensionar o impacto econômico de uma competição.
Eventos esportivos podem movimentar diferentes setores das cidades que os recebem, com efeitos sobre hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços. Entre os exemplos citados na apresentação estiveram a etapa da World Surf League em Saquarema, o Rio Open e provas da Stock Car em Minas Gerais.
A avaliação desses impactos também pode ser utilizada nas negociações com patrocinadores e órgãos públicos. A mensuração de gastos e empregos relacionados aos eventos permite apresentar resultados econômicos além dos efeitos esportivos, sociais e de saúde tradicionalmente associados às competições.
Nova edição do estudo
O Instituto Sou do Esporte já iniciou o planejamento da segunda edição do levantamento, que terá 2025 como ano-base. A expectativa é ampliar a quantidade de informações disponíveis e incluir segmentos que apresentaram limitações de dados na primeira edição.
Entre os pontos que deverão ser incorporados estão o mercado de apostas esportivas, após a regulamentação do setor, e atividades informais relacionadas à economia do esporte. A cadeia produtiva das corridas e do atletismo também deverá receber maior atenção.
A segunda edição conta com uma emenda destinada ao projeto pelo senador Carlos Portinho. A intenção do Instituto Sou do Esporte é que o levantamento seja atualizado a cada dois anos.
O Olimpíada Todo Dia é parceiro de mídia do Prêmio Sou do Esporte, iniciativa do Instituto Sou do Esporte voltada ao reconhecimento de organizações e profissionais do setor.