Criado recentemente, com a criação de uma nova liga profissional de vôlei feminino nos Estados Unidos, o Orlando Valkyries disputa sua primeira competição internacional. A equipe da Flórida está no Mundial de Clubes de vôlei feminino, que acontece ao longo desta semana em São Paulo. A equipe conta com Amy Pauly no comando, a única treinadora mulher da competição. Ela vê a situação como oportunidade para dar mais visibilidade a mulheres que queriam se tornar técnicas.
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“É sempre bom ser a única mulher e faço isso porque estou tentando impactar a vida de jovens mulheres e ex-jogadoras que agora estão treinando. Nos Estados Unidos é mais comum ter treinadoras mulheres. Mas todos esses homens que estão aqui são grandes treinadores e estou feliz em estar cercada por boa companhia. E espero estar representando bem as treinadoras mulheres em todos os lugares”, afirmou a treinadora após partida do Mundial de Clubes.
Profissionalização
Os Estados Unidos conta com uma forte liga universitária de vôlei, que ajuda a formar vários dos talentos que atuam nas seleções do país. Mas após deixar a faculdade, o destino mais comum das atletas é o exterior, com as principais jogadoras da seleção dos EUA indo jogar na Europa ou até mesmo na Superliga, no Brasil.
Mas a situação tem mudado nos últimos anos, com o surgimento de novas ligas profissionais no país. As duas principais são a League One Volleyball (LOVB) e a Major League Volleyball (MLV). O Orlando Valkyries venceu a temporada 2025 da MLV, ganhando o convite para disputar o Mundial de Clubes de vôlei feminino.
Para Amy Pauly, o surgimento das novas ligas profissionais nos Estados Unidos deve ajudar a melhorar o nível do voleibol no país desde as categorias de base, dando oportunidade para mais jogadoras. “O vôlei universitário é enorme nos EUA. Grandes públicos, jogadoras incríveis. Eu acho que ter as ligas profissionais só vai nos ajudar a nos fortalecer, da base até a seleção. Elas vêm que tem mais oportunidades para jogar e tem referências jogando voleibol profissional no nosso país. E acho que isso tem ajudado a mudar o voleibol nos Estados Unidos e é um momento muito especial”, disse a treinadora em resposta ao Olimpíada Todo Dia.
Norte-americanas na Superliga
Amy Pauly também falou sobre as jogadoras estadunidenses que vêm jogar na Superliga Feminina de Vôlei. Na opinião da treinadora, as atletas que vêm para o Brasil desenvolvem vários fundamentos e ficam mais completas. “Jogar na Superliga é um sonho para várias atletas nos Estados Unidos. Elas desenvolvem muitas habilidades aqui, tendo que aprender a fazer todos os fundamentos do jogo, que é uma coisa que precisamos melhorar nos Estados Unidos. Lá nós temos muitas substituições no jogo, então quando nossas atletas vêm aqui, elas aprendem a defender, a jogar em todas as posições. E elas têm que atacar forte para conseguir pontuar”, finalizou.