Dona de duas medalhas olímpicas, a central Carol anunciou neste sábado (2) a aposentadoria da seleção brasileira. A jogadora mineira, de 34 anos, conquistou a prata na edição de Tóquio-2020 e o bronze em Paris-2024. Por uma década, ela vestiu a camisa 15 do time comandado pelo técnico Zé Roberto Guimarães, que está no cargo desde 2004. Ciente da importância deste momento, a despedida de uma das gigantes da história do vôlei do Brasil, o Olimpíada Todo Dia (OTD) entrou em contato com o treinador e pediu a ele uma declaração sobre a atleta.
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“A Carol defendeu a seleção por muitos anos, participou da conquista de duas medalhas olímpicas e sempre se dedicou muito dentro e fora das quadras. Vivemos momentos especiais juntos na seleção brasileira que ficam para a história. Agradeço pela parceria e dedicação. Foi uma das grandes jogadoras que passou pela seleção nacional. Que ela seja muito feliz nessa sua nova jornada”, afirmou Zé Roberto de forma exclusiva ao OTD. Além das duas medalhas olímpicas, Carol foi vice-campeã mundial em 2022 sob o comando do treinador.
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Brasil sem Carol
Em 2025, após a temporada de clubes, a expectativa era que Carol fosse convocada pela seleção brasileira. Eis que o nome dela não aparece na lista e, junto com isso, a informação de que havia pedido dispensa. Sem ela, Zé Roberto selecionou para a Liga das Nações (VNL) as centrais Julia Kudiess, Diana, Lorena, Lanna e Luzia. Além delas, para o Campeonato Mundial, o treinador incluiu entre as inscritas a Valquíria. Na última quinta-feira (31), o técnico fez a convocação de 15 nomes para o Mundial e lá estão Julia Kudiess, Diana, Lorena e Luzia.
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Carol chegou em uma seleção brasileira bicampeã olímpica para suprir a saída de Fabiana, capitã do ouro de Londres-2012 e titular na equipe que ganhou o título em Pequim-2008. Após a edição Rio-2016, nomes como Juciely também se despediu. Na briga por titularidade, a jogadora precisou competir com personagens de peso como Thaisa, que não foi para Tóquio, mas voltou em Paris, e Adenízia, campeã olímpica em 2012. A capacidade absurda de bloquear foi a maior virtude de Carol como jogadora com a camisa do Brasil e por todos os clubes que passou.