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“Gosto de aparecer em momentos decisivos”, afirma Julia Kudiess



A central Julia Kudiess comemora destaque nos bloqueios na Liga das Nações e quer seguir crescendo no ataque: “não gosto de passar despercebida na rede”



Julia Kudiess é central da seleção brasileira de vôlei feminino e se destacou com Brasil na Liga das Nações (VNL)
Julia Kudiess se destacou com Brasil na Liga das Nações e foi escolhida para a seleção da competição (Foto: FIVB/Divulgação)

Julia Kudiess finalizou sua participação na Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino com a seleção brasileira como uma das melhores jogadoras da competição. Com 22 anos, a jovem central anotou 63 bloqueios no torneio e se igualou à Carol como a maior bloqueadora em uma única edição. A compatriota havia alcançado essa marca em 2022. O desempenho impressionante em tocos foi importante, mas, para ser escolhida para o time ideal do campeonato, a evolução no ataque acabou sendo determinante. E a jogadora acredita que isso interferiu para se consolidar como titular.

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“Acredito que uma central tenha que atacar muito bem. Gosto de aparecer em momentos decisivos e de chamar essa responsabilidade, passar segurança para a levantadora. É claro que a gente está ali para bloquear também, mas acho que quando ataco, pra mim, me traz muito mais vontade ainda de bloquear, de fazer um bom saque. Quando passo um pouquinho despercebida na rede, sem atacar, parece que murcho um pouco. Então, para mim é muito importante estar recebendo bola. E não só receber, tem que colocar no chão para receber, então, colocar no chão principalmente”, afirmou Julia Kudiess.

Julia Kudiess valoriza desempenho na VNL

A central Julia Kudiess valorizou sua participação na Liga das Nações, mesmo com a derrota da seleção brasileira para a Itália na final. A jogadora destacou o sentimento de orgulho por ter sido uma das melhores bloqueadoras da competição e falou sobre a importância dessa conquista individual no seu processo de consolidação como titular da equipe comandada pelo técnico Zé Roberto. “Foi uma VNL muito especial. Tem sido uma temporada de seleções incrível. Claro que a gente almejava o título, mas esse destaque nos bloqueios é muito especial pra mim”, disse.

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“Dedico esse prêmio à minha equipe, para as meninas do time, comissão técnica e para todas as pessoas que torcem por mim. É claro que a gente queria o ouro, mas é sempre muito difícil jogar contra a Itália, a seleção delas tem um time muito redondo. E é o que a gente almeja ter, que está conseguindo construir. A prata não é o resultado que queremos, mas a gente sabe que está conseguindo evoluir e crescer muito, então temos muita confiança. A gente não está satisfeito, mas também não dá para descartar. Para mim é um prêmio que vale muito”, completou Julia Kudiess.

Choro ao fim da partida

A jogadora também comentou o momento de emoção ao fim da final, quando chorou ainda em quadra junto com a oposta Kisy. “Aquele choro era de alegria. Depois de um ano parada, eu queria muito chegar bem na seleção. Tinha a tristeza de não ter conseguido o ouro, que era meu sonho na Liga das Nações, mas ter conseguido chegar ali tão bem, jogar bem a final, bloquear, ser decisiva, foi muito especial pra mim. Ninguém gosta de perder final, é muito ruim. Mas, eu não acho que seja uma medalha de descarte”, destacou Julia Kudiess.

Ainda sobre o jogo, a central analisou os erros do Brasil diante da Itália. “A gente errou em momentos que não podia. Contra a Itália, quando a bola está do nosso lado, tem que colocar no chão. Se volta pra elas, elas vêm mais fortes. Em momentos decisivos deixamos a desejar, mas vamos buscar melhorar e crescer. O que não falta nessa seleção é vontade. A gente tem muita determinação e isso pode ser visto do primeiro jogo do ano até esse último até o momento”, complementou Julia Kudiess, citando a primeira semana da VNL no Rio de Janeiro até a última na Polônia.

Substituindo referências

Companheira de Thaisa no Gerdau Minas, Julia Kudiess tem a bicampeã olímpica como inspiração, principalmente na vontade de atacar. “Acho que vem muito de estar ali sempre com a Thaisa, no Minas. Ela é uma jogadora que é decisiva no ataque e passa isso muito pra mim. Uma das grandes vontades que tenho de atacar é por ter ela como inspiração ali dentro do clube”, afirmou a jogadora. A central da seleção brasileira também falou sobre a responsabilidade de atuar em uma posição que já teve grandes nomes como Walewska, Fabiana, Thaisa, Carol e Carol Gattaz.

“É uma responsabilidade muito grande estar ali representando elas, que sempre me deram muita força, tanto a Thaisa quanto a Gattaz, a Karolana, todas elas”, concluiu Julia Kudiess. Após a Liga das Nações, o técnico Zé Roberto deu folga para as atletas. O time brasileiro volta a treinar a partir desta sexta-feira (1/8) de olho na preparação para o Campeonato Mundial, que acontecerá na Tailândia. A competição começa no dia 22 de agosto e o Brasil está no Grupo C juntamente com Grécia, Porto Rico e França.

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