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“Na hora decisiva, eu vou pra cima”, diz Alan, destaque do Brasil contra China



O oposto Alan destaca espírito decisivo em vitória difícil do Brasil diante da China, que garantiu vaga na semifinal da Liga das Nações. Bernardinho e Cachopa ressaltam a tensão da partida e Matheus Pinta mostra felicidade em poder ajudar



Alan e Matheus Pinta foram destaques do Brasil na vitória contra China pela Liga das Nações (VNL) de vôlei masculino
Alan e Matheus Pinta se destacaram na vitória do Brasil contra China pela Liga das Nações (Foto: FIVB/Divulgação)

Em jogo marcado por tensão e virada, a seleção brasileira superou a China por 3 sets a 1 nas quartas de final da Liga das Nações (VNL) de vôlei masculino. Depois de perder a primeira parcial, por 31 a 29, o Brasil se reencontrou em quadra, venceu as três seguintes e avançou à semifinal, que será contra Polônia ou Japão. Um dos grandes destaques do confronto foi o oposto Alan, que mais uma vez chamou a responsabilidade nos momentos decisivos. O atacante que veste a camisa 1 do time comandado pelo técnico Bernardinho liderou a pontuação, de forma disparada, com 26 acertos.

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“Na hora decisiva, eu vou pra cima. Acho que é coisa de família, o Darlan (irmão) também é assim. E, esse ano, estou conseguindo mostrar ser esse cara mais decisivo. Mas, que o importante mesmo é a equipe. A gente começou mal, estava nervoso e deu alguns moles. No primeiro set, a gente brigou bastante, tentou ao máximo e não conseguiu. Depois, a gente foi ajustando, ficando mais calmo, e começando a entender como é que o jogo estava funcionando. O time conseguiu se adaptar e ganhamos. Agora é a fase final, se perder está fora. Então, a gente tem que ganhar, independente se jogar bem ou mal”, afirmou Alan.

China sem responsabilidade

A recuperação da seleção brasileira passou também por um momento de virada emocional, como explicou o central Matheus Pinta, que ganhou a chance de iniciar a partida com a ausência do titular Judson, com dores nas costas. Para ele, o saque foi determinante na retomada do controle do jogo. “A China veio sem responsabilidade, a pressão era nossa. A gente sofreu no primeiro set, mas, no decorrer da partida, conseguiu acalmar, a jogar mais tranquilo, feliz e solto. Comecei a partida e fiquei muito feliz em poder ajudar, principalmente no saque e no bloqueio”, disse Matheus Pinta.

Partida tensa emocionalmente

O técnico Bernardinho ressaltou a tensão inicial e os desafios enfrentados pela equipe. “A tensão pesou no início da partida, com erros demais em ataque. O time estava na expectativa, uma quartas de final, aquela partida para você ir para chegar na semifinal, então, era uma tensão natural e esse novo grupo está tendo que passar por esse tipo de experiência. A equipe conseguiu se equilibrar, mas alguns jogadores ficaram abaixo do que apresentaram na fase classificatória, principalmente os ponteiros, que precisam contribuir mais, no sentido de pontuar mais, ser mais eficiente”, analisou Bernardinho.

“Agora temos dois dias para trabalhar esperando o nosso adversário, que só sai amanhã, Polônia ou Japão. É estudar e fazer uma partida bem melhor no sábado para que possamos almejar uma final, mas vamos precisar jogar acima do que jogamos hoje. A gente precisa da contribuição dos ponteiros (Honoraro, Lukas Bergmann e Lucarelli) para que a gente possa enfrentar equipes como Polônia e Japão, pois um deles será o nosso adversário”, completou o treinador, que precisou colocar Lucarelli na vaga de Honorato, que não fez boa partida.

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Já o levantador Fernando Cachopa enfatizou o valor emocional da vitória contra o time anfitrião. “Foi uma partida muito tensa emocionalmente. É difícil jogar as finais. O ginásio lotado e o jogo não foi muito bonito no primeiro set. Mas, nesses momentos, a gente se apoia muito no trabalho que temos feito e nos momentos difíceis que já passamos, nos momentos de aprendizado que já tivemos como grupo. A gente conseguiu sair de mais um momento difícil. Foi um teste valioso para o nosso time ir com força total para o resto da competição”, comentou o atleta responsável pela distribuição ofensiva.

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