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“Gostei do que apresentamos”, diz Zé Roberto após vice da VNL



Zé Roberto, técnico da seleção brasileira, destaca evolução do time mesmo com derrota para a campeã olímpica Itália na decisão da VNL



Zé Roberto técnico da seleção brasileira feminina de vôlei elogiou time na final da VNL contra Itália
Zé Roberto técnico da seleção brasileira feminina de vôlei elogiou time na final da VNL contra Itália (Foto: FIVB/Divulgação)

Apesar da derrota para a Itália por 3 sets a 1 na final da Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino, o técnico José Roberto Guimarães ressaltou pontos positivos da atuação do Brasil. O treinador valorizou a postura do time diante da seleção atual campeã olímpica e referência mundial. Zé Roberto também elogiou a atuação de atletas que estão se consolidando com a camisa da equipe nacional verde-amarela. Ele citou Marcelle, que disputou seu primeiro torneio oficial, a ponteira Julia Bergmann, primeira vez como titular, e as centrais Diana, que ganhou mais espaço, e Julia Kudiess, voltando após lesão.

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“A Itália está um patamar acima de todos as seleções do mundo. É uma equipe campeã olímpica, um time a ser batido. Hoje, tecnicamente, é a melhor equipe do mundo, muito forte em todos os fundamentos. Enfim, é um parâmetro que ficou, e que, apesar disso, a gente conseguiu fazer um bom jogo e, em determinados momentos do jogo, conseguimos jogar igual para igual com elas. De uma maneira geral, gostei do que nós apresentamos”, afirmou Zé Roberto, relembrando que apenas Gabi, Rosamaria e Roberta foram titulares em Paris-2024 e seguiram na equipe que iniciou a final da VNL.

“Nós trocamos quatro jogadoras que foram aos Jogos Olímpicos. Foi o primeiro torneio oficial da Marcelle. A Julia voltou depois da contusão do ano passado. A Diana que começou como titular essa final e a Julia Bergman, titular pela primeira vez também. Foi muito bom”, completou o treinador ao citar suas novatas na decisão da VNL.

Contra-ataques fizeram a diferença

Zé Roberto destacou o equilíbrio estatístico entre as duas equipes na decisão da VNL, com números muito parecidos em viradas de bola, bloqueios e defesas. Segundo o treinador da seleção brasileira, o que fez a diferença foi a eficiência italiana nos contra-ataques. “Bloqueio foram 13 a 12, defesa muito parecida, elas erraram mais saques do que a gente. Mas no contra-ataque, principalmente com as duas opostas, foram mais eficientes”, analisou o técnico, destacando as participações das opostas Egonu e Antropova, decisivas no duelo. Itália fez 13 pontos a mais em ações ofensivas: 58 a 45.

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“Se você pegar os side outs, a saída de bola, a gente teve números parecidos. Portanto, o que fez a diferença realmente foram os contra-ataques”, acrescentou Zé Roberto. Na campanha da Liga das Nações, o Brasil perdeu apenas duas vezes em 15 partidas disputadas, ambas para a Itália. A seleção italiana conquistou o título de forma invicta. A equipe nacional brasileira conseguiu colocar duas atletas na seleção ideal da VNL: a ponteira Gabi e a central Julia Kudiess.

Reencontro com Itália no Mundial?

Zé Roberto analisou o percurso que a seleção brasileira pode ter no Campeonato Mundial e reforçou a importância de uma boa campanha na fase de grupos, que terá Grécia, França e Porto Rico como rivais. “A gente sempre tem uma esperança grande e tem que pensar na nossa trajetória, pois ela está delineada. Precisamos sair bem do grupo, em primeiro ou segundo. Aí cruzamos com outro grupo, que tem China ou República Dominicana. Então, aí já começa o mata-mata”, explicou o treinador do Brasil, que está no Grupo C e cruza nas oitavas com os classificados do F.

De acordo com o treinador, o caminho mais provável leva o Brasil a um reencontro com a França e, em caso de avanço, a uma possível semifinal contra a Itália. Zé Roberto destacou o crescimento do time francês, especialmente por ser um adversário com menos tradição. “Você tem que conseguir passar bem. Então, pode até cruzar com a França de novo, porque a França é um time que evoluiu muito dos que vi. Foi o que mais vi jogadoras talentosas, com perspectivas importantes para o futuro. Bastante interessante o time francês. E aí, depois disso, se conseguirmos passar, vamos encontrar a Itália na semifinal”, avaliou.

“Uma hora vai acontecer”

No comando da seleção brasileira feminina desde 2004, Zé Roberto fez questão de valorizar o desempenho do Brasil nos últimos anos, mesmo com as trocas de geração. “Apesar das gerações irem mudando, a gente está sempre ali e com as outras equipes não funciona dessa maneira. O Brasil está indo para as finais, entre os quatro, e hoje é o segundo do ranking mundial. É importante”, disse. “Estamos com a formação de uma geração mais jovem, alta, forte fisicamente. Agora, essas meninas precisam de experiências. Uma hora vai acontecer”, completou o treinador.

Zé Roberto finalizou destacando o planejamento para o desenvolvimento das novas gerações, incluindo torneios com seleções Sub-17 a Sub-26, como forma de dar rodagem às jovens atletas. “Essas meninas precisam de experiências. Mas, na seleção adulta, não dá para arriscar. A gente precisa continuar pontuando no ranking porque ele é classificatório aos Jogos Olímpicos”, reforçou Zé Roberto, citando como exemplo a Itália, que disputou todas as fases da Liga das Nações com suas principais jogadoras. “O cara não quis saber, não. Botou todo mundo para jogar”, concluiu ao citar o técnico Júlio Velasco.

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