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Gabi elogia protagonismo de Julia Bergmann e maturidade de Ana Cristina



Líder da seleção brasileira, Gabi valoriza desempenho de alto nível de Julia Bergmann e lamenta lesão de Ana Cristina. A capitã do Brasil também comenta sobre a expectativa para o Campeonato Mundial



Gabi capitã da seleção brasileira de vôlei feminino - Brasil após VNL
Gabi é a capitã da seleção brasileira de vôlei feminino (Foto: FIVB/Divulgação)

Após o vice-campeonato da seleção brasileira feminina de vôlei na Liga das Nações (VNL) 2025, a capitã Gabi fez questão de destacar o amadurecimento e a importância das companheiras de posição Julia Bergmann e Ana Cristina durante a campanha da equipe. As duas jogadoras atuaram como titulares enquanto a camisa 10 estava ausente por férias prolongadas. Em entrevista concedida no desembarque dela no Aeroporto de Guarulhos, a ponteira elogiou a personalidade das duas atletas em um momento de transição da equipe nacional do Brasil.

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“Fiquei feliz, mesmo de longe, de ver o amadurecimento delas e como assumiram muito bem o protagonismo e a responsabilidade. Não é fácil jogar uma primeira etapa no Brasil, diante da torcida, com pressão e favoritismo. Foi muito legal ver a personalidade. A gente vai passando por essa renovação naturalmente. Acho que, quanto mais competição a gente tem na posição,, é melhor para o grupo e para a evolução da equipe.”, disse Gabi, relembrando as atuações de Julia Bergmann e Ana Cristina na semana de abertura da fase de classificação da Liga das Nações, com jogos no ginásio do Maracanãzinho.

Lamentação por Ana Cristina e Julia Bergmann na seleção da VNL

Ainda durante conversa com os jornalistas, Gabi lamentou a lesão de Ana Cristina durante a campanha, mas reforçou o papel que ela vinha desempenhando como uma das referências ofensivas da equipe. “Foi muito difícil perder a Aninha, por conta da lesão grave que ela teve, mas ela vinha assumindo o papel muito bem. Estava sendo nossa jogadora de referência”, comentou a camisa 10. A ponteira Ana Cristina precisou ser submetida a uma artroscopia no joelho esquerdo por causa de uma lesão no menisco medial. A equipe médica optou pela sutura e a previsão de retorno às quadras é de três a quatro meses.

Já sobre Julia Bergmann, Gabi foi enfática ao defender que a ponteira merecia ter sido escolhida para a seleção do campeonato da VNL. “Fico até um pouco surpresa por ela não estar. Pela VNL que ela fez, como se comportou. Por ter assumido o papel ali muito bem. E foi muito bem até o final e sempre chamando bastante o jogo. E é isso que a gente precisa. Acho que merecia muito esse posto. Mas fico feliz pelo reconhecimento à (Julia) Kudiess, que mereceu demais também”, pontuou a capitã. Pelo Brasil, Julia Kudiess e Gabi foram selecionadas para o time ideal da Liga das Nações.

Para finalizar a análise das ponteiras, suas companheiras de posição, Gabi também citou a jovem ponteira Helena, que teve oportunidades durante o torneio e agora se prepara para disputar o Campeonato Mundial Sub-21. “A Helena também tem oportunidade em alguns momentos. Vai jogar agora o Mundial, o Sub-21, que vai ser importante também. Ela precisa passar também por esse processo de base”, concluiu sobre o assunto.

Expectativa para o Mundial

Após a disputa intensa da Liga das Nações, a capitã Gabi destacou o desafio de manter o foco e retomar a preparação física e mental para o Campeonato Mundial. “Agora é pensar em tentar reiniciar. A parte mais difícil depois de uma VNL tão longa e desgastante é essa. A gente tem pouquíssimo tempo de folga, provavelmente dois ou três dias de descanso só, e a gente já volta aos treinamentos. Então, temos um período de praticamente uma semana de treinos aqui no Brasil. Depois, a gente faz uma aclimatação, provavelmente na Ásia, pra chegar um pouco melhor e conseguir se adaptar ao fuso”, comentou.

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O Mundial feminino de vôlei acontecerá na Tailândia, de 22 de agosto até 7 de setembro, e é o único título que o Brasil ainda não ganhou. Gabi ressaltou a importância da preparação específica para o primeiro confronto da seleção brasileira contra a Grécia. “É pensar jogo a jogo. A gente tem uma estreia contra a Grécia, que é um time que a gente não tem tanto conhecimento. Então, é entender o material que a comissão técnica mostrará e estudar as jogadoras que a gente conhece individualmente”, explicou a ponteira.

Grupo “perigoso”

Além da Grécia, o Brasil enfrenta Porto Rico e França no Grupo B do Mundial. Gabi reforçou a mentalidade do grupo e da comissão técnica na busca por evolução contínua. “A gente está em um grupo que é perigoso. A gente viu como a França evoluiu bastante na fase final ali da terceira etapa da VNL. O trabalho faz parte da cultura do nosso time e da cultura da comissão técnica, que tem puxado a gente cada vez mais. A gente precisa melhorar mentalmente, taticamente, fisicamente, principalmente, para conseguir aguentar longos jogos, longos sets, como foi a partida contra o Japão”, concluiu Gabi.

O Brasil estreia logo no primeiro dia do Mundial, às 9h30 (horário de Brasília), diante da Grécia. A segunda partida acontecerá dois dias depois, no dia 24 de agosto, contra a França, no mesmo horário. Para concluir a fase de grupos, as comandadas do técnico Zé Roberto Guimarães encaram Porto Rico no dia 26. A seleção brasileira feminina soma quatro medalhas de prata da competição, nas edições de 1994, 2006, 2010 e 2022, e uma de bronze, em 2014.

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