O confronto entre as seleções brasileira e francesa pela Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino ocorreu de madrugada apenas no Brasil. Porém, não foi apenas o torcedor do time verde-amarelo, ligado na televisão, que precisou lutar para se manter acordado. As comandadas do técnico Zé Roberto Guimarães entraram em quadra sonolentas nesta quinta-feira (10), mas despertaram a tempo de conquistarem a vitória, de virada, por 3 sets a 2, parciais de 23/25, 25/21, 17/25, 25/21 e 15/11. A equipe capitaneada pela ponteira Gabi assumiu a vice-liderança da competição, com nove vitórias em dez jogos.
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O Brasil venceu a França por 3 a 2 na Liga das Nações de Vôlei Feminino! 💪
Parciais: 22/25, 25/21, 17/25, 25/21 e 15/11
Confira os melhores momentos do duelo em Chiba 👇
🎥🇧🇷 #VNL2025 #TimeBrasil pic.twitter.com/jOME07gmtf— Olimpíada Todo Dia (@otd_oficial) July 10, 2025
Apesar da vitória, a ponteira Ana Cristina virou motivo de preocupação. No início do segundo set, a ela saltou no bloqueio e, na queda, colocou as mãos na região de trás do joelho esquerdo. O que aumentou a apreensão é que ela precisou deixar a quadra carregada por membros do departamento médico da seleção brasileira. Mesmo com atuação ruim, o Brasil não deixou de lutar e foi recompensado. O fundamento salvador foi o bloqueio, único em que levou a melhor no jogo, com nove a mais: 17 a 8. As centrais Julia Kudiess e Diana foram as protagonistas com, respectivamente, 17 e 14 pontos.
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Centrais determinantes na vitória
O Brasil não teria vencido a França, de virada, sem Julia Kudiess e Diana. As centrais foram determinantes no triunfo. A primeira delas liderou a pontuação da seleção brasileira, com 17, sendo 11 em ações ofensivas e seis em tocos. Já a segunda contribuiu com quatro em ataques, nove com bloqueios e mais um de saque. Além dela, somente Gabi alcançou dois dígitos na pontuação, com 13. A capitã marcou 12 atacando e um com paredão.
Pelo lado francês, a ponteira Cazaute teve atuação de excelência e foi a maior pontuadora do confronto, com 33. Já a oposta Ndiaye apareceu em seguida, em segundo lugar, marcando 19. O Brasil enfrentou enormes dificuldades ofensivas e perdeu para a França por 20 de diferença: 67 a 47. O time dirigido por Zé Roberto também sofreu na recepção, levando oito aces e marcando só três. Por arriscar demais, as francesas também erraram mais. Foram 38 erros das europeias contra apenas 20 das brasileiras.
Começo difícil e crescimento com Julia Kudiess
O Brasil perdeu o primeiro set em parcial marcada por instabilidade na recepção e baixo aproveitamento ofensivo. Apesar de boas atuações da central Diana, que contribuiu com dois pontos de ataque e de bloqueio, e de Gabi, que teve três acertos, o time brasileiro cometeu muitos erros e teve dificuldade na virada de bola. Do lado francês, a ponteira Cazaute foi o grande destaque com sete bolas no chão em ataques, liderando uma equipe que conseguiu neutralizar o saque brasileiro e explorar falhas na linha de passe adversária, com Laís, Ana Cristina e Julia Bergmann abaixo na recepção.
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No segundo, o Brasil reagiu a partir do crescimento de Julia Kudiess, que assumiu o protagonismo no ataque com cinco pontos e ainda contribuiu com um bloqueio, sendo o principal destaque da parcial. A central foi a peça fundamental e mais eficiente do time em um momento em que a seleção brasileira precisava retomar a confiança. Helena também apareceu bem com quatro acertos e bom desempenho defensivo, enquanto Gabi e Julia Bergmann colaboraram na recepção. Apesar dos altos e baixos no passe e nas coberturas, a seleção brasileira foi mais eficiente nos momentos decisivos e igualou em 1 a 1.
Diana e Julia Kudiess protagonistas em novo empate
A seleção brasileira voltou a apresentar instabilidade na recepção e sofreu com o volume de jogo da ponteira Cazaute, que brilhou com seis pontos de ataque e dois aces, comandando a vitória da França. A equipe brasileira teve dificuldades para se encontrar em quadra, especialmente na virada de bola e na cobertura do fundo de quadra. A recepção brasileira sofreu com a pressão do saque adversário, com Gabi tendo aproveitamento negativo, mas Marcelle e Julia Bergmann também encontrando dificuldades. Cazaute foi para o saque com o Brasil vencendo por 15 a 14 e ela só saiu com 22 a 15 para as francesas.
Na quarta parcial, o Brasil respondeu com força após sofrer a derrota na terceira. O bloqueio brasileiro funcionou com eficiência, com boas atuações de Diana e Julia Kudiess, que somaram quatro pontos juntas no fundamento. Gabi também apareceu bem no ataque, com três pontos no set e mais um em toco, com cinco das comandadas de Zé Roberto no total, fundamento determinante na igualdade. A seleção brasileira manteve o controle do placar durante todo o set e venceu por 25 a 21, forçando o tiebreak.
Bloqueio salva Brasil em dia ruim
O Brasil iniciou o set desempate com tudo, principalmente no bloqueio. Diana armou o paredão e as francesas se intimidaram com o muro dela e das demais jogadoras da seleção brasileira. Além dos tocos, a seleção brasileira cresceu no sistema defensivo, com boas participações de Marcelle. As comandadas de Zé Roberto abriram vantagem e a diferença chegou em cinco em mais um bloqueio agressivo de Julia Kudiess: 8 a 3. A distância chegou ao dobro em ataque de Julia Kudiess, de novo ela, na jogada china: 12 a 6. A França tentou se aproximar com o saque, mas Gabi e companhia saíram rápido da situação de apuros e fecharam em erro de saque francês: 15 a 11.
