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Macris e Tainara revelam pedido de Zé Roberto quanto ao saque



Os números mostram soberania do Brasil nos bloqueios (12 a 4), mas o saque, apesar de 4 a 4 em aces, foi decisivo na vitória diante dos Estados Unidos, com boas ações que quebraram a recepção do rival



Tainara e Macris elogiaram saque do Brasil
Tainara e Macris elogiaram saque do Brasil na vitória diante dos Estados Unidos (Foto: FIVB)

Jogar contra os Estados Unidos é sempre complicado para o Brasil independente das atletas que estarão do lado de lá. No entanto, desta vez, na segunda rodada da Liga das Nações 2025 (VNL), a seleção brasileira realizou atuação dominante e bateu as adversárias com certa facilidade, por 3 sets a 0, parciais de 25/18, 25/17 e 25/19. Os números mostram soberania nos bloqueios, com 12 a 4 em tocos, mas o saque, apesar de 4 a 4 em aces, foi o responsável por desestabilizar a recepção do oponente e tornar as coisas menos difíceis para o paredão da equipe conduzida por Macris e com Tainara como oposta.

Mesmo com empate em pontos diretos, o Brasil fez a equipe dos Estados Unidos sofrer mais com o passe. Após o triunfo, o Olimpíada Todo Dia (OTD) conversou com Macris e Tainara sobre a importância do saque. A levantadora, inclusive, foi determinante com uma passagem neste fundamento no primeiro set, quando o Brasil perdia por um ponto e, com ela no serviço, virou e colocou dois de dianteira com três bloqueios consecutivos após recepções quebradas das estadunidenses.

Saque fundamental

“Contra os Estados Unidos a gente sabe que o saque é um fundamento super importante. Os Estados Unidos têm uma característica de jogar com velocidade e, se elas jogam com o passe na mão, fica muito mais difícil. Então, esse é um ponto que o Zé tinha pedido para a gente focar. A gente tinha objetivos táticos de acertar algumas jogadoras. Então, a partir do momento que a gente conseguiu seguir isso, a gente conseguiu ter mais sucesso. É importante ter paciência nessa construção e ir cada vez mais forte”, afirmou Macris ao OTD.

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Tainara também foi abordada sobre o tema e concordou sobre a importância dele no triunfo contra as estadunidenses. “Com certeza. Isso foi uma coisa que o Zé falou no vestiário, junto com o Paulinho (Paulo Coco, assistente técnico) também. E eu também comentei que o saque seria fundamental. Contra República Tcheca, eu acho que nós não sacamos tão bem. Não tivemos uma obediência tática muito boa na questão do saque. E ontem foi primordial porque o saque é o fundamento principal do jogo para que a gente possa defender”, destacou a oposta.

‘Defesa é treino’

Tainara iniciou bem a temporada de seleções com duas exibições em bom nível na primeira semana da Liga das Nações. No duelo com os Estados Unidos, a oposta terminou como a segunda em acertos do Brasil com 12, atrás apenas da ponteira Ana Cristina, que anotou 19. Na estreia o cenário foi parecido, com a mesma liderança, com 16, e ela em segunda lugar, contribuindo com 13. O potencial ofensivo da atleta é bastante conhecido, com boa potência nos golpes. Porém, diante das estadunidenses, o bom desempenho defensivo chamou a atenção.

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“Não avalio só a minha atuação, mas a atuação do time inteiro. Acho que tudo colabora para que todas façam um jogo muito bom. A questão da defesa literalmente é treino, muito treino. E sempre vou frisar isso porque a gente treina bastante e tem resultado na quadra. Então, acredito que é construção de um trabalho mesmo, mas eu estou muito feliz. Muito, muito feliz mesmo por ter ganhado os Estados Unidos, ainda mais, jogando em casa”, comentou Tainara. Em números absolutos, a oposta foi quem mais fez defesas, com 15, sendo seis delas perfeitas, na liderança junto com a ponteira Julia Bergmann.

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