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Bicampeão, Serginho era garantia de medalha e final olímpica

Considerado melhor líbero da história, Serginho conquistou dois ouros, em Atenas-2004 e Rio-2016, e duas pratas, em Pequim-2008 e Londres-2012

Serginho Seleção Final Olímpica
Serginho conquistou quatro medalhas olímpicas, sendo dois ouros e duas pratas (CBV/Divulgação)

A última vez que a seleção brasileira masculina não esteve no pódio foi na Olimpíada de Sydney 2000, com Radamés Lattari como técnico. Em 2001, Bernardinho assumiu o cargo e com ele chegou o líbero Serginho, que se tornou garantia de final olímpica. Com o defensor em quadra, o Brasil disputou quatro decisões seguidas dos Jogos Olímpicos, sendo ouro em Atenas 2004 e Rio 2016, e prata em Pequim 2008 e Londres 2012.

O primeiro título de Serginho com a camisa do Brasil aconteceu logo no primeiro ano, a conquista da Liga Mundial de 2001, em final contra a Itália. Presença certa em convocações até 2012, o líbero chegou a anunciar aposentadoria da seleção após a prata em Londres, mas repensou e voltou para ganhar a segunda medalha de ouro olímpica na edição disputada em seu país. Atualmente com 44 anos, ele concedeu entrevista ao Olimpíada Todo Dia e relembrou seus momentos marcantes na competição.

“Eu tive a oportunidade de jogar quatro finais olímpicas. A primeira foi só a confirmação de um ciclo maravilhoso no qual tínhamos a certeza que ganharíamos porque atropelamos todo mundo naqueles quatro anos, ganhando Liga Mundial, Copa do Mundo e o Mundial. Chegamos em Atenas mais do que favoritos e realmente jogávamos por música. Em Pequim também chegamos muito bem, mas infelizmente perdemos para os Estados Unidos”, recordou.

“Em Londres já foi com outra geração, com alguns remanescentes da anterior, mas com a base totalmente diferente. Fizemos uma boa final também, mas fomos surpreendidos pela Rússia, tomando a virada. No Rio de Janeiro foi o encerramento na seleção brasileira para mim e com um grupo que precisava de um título, já que sempre vinha batendo na trave. Foi uma geração muito boa e com grandes jogadores. Fiquei muito feliz por ter dado tudo certo”, completou Serginho.

Campanhas olímpicas

Serginho Seleção Final Olímpica
Serginho foi eleito o jogador mais valioso da Rio-2016 (FIVB/Divulgação)

Serginho e seus companheiros foram campeões olímpicos em 2004 ganhando da Itália na final, por 3 sets a 1, parciais de 25/15, 24/26, 25/20 e 25/22. Em 2008, o Brasil saiu na frente na decisão olímpica, mas tomou a virada dos Estados Unidos em quatro sets (20/25, 25/22, 25/21 e 25/23).

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Em 2012, o roteiro foi parecido com a edição anterior, já que a seleção brasileira comandada por Bernardinho abriu dois sets de vantagem diante da Rússia na final. Porém, o time europeu reverteu o placar e fez 3 a 2, séries de 19/25, 20/25, 29/27, 25/22, 15/9.

A redenção veio quatro anos depois, em 2016, em mais uma decisão olímpica com os italianos e título em vitória por 3 a 0 (25/22, 28/26 e 26/24). Serginho subiu ao topo do pódio mais uma vez na edição do Rio de Janeiro e foi eleito o jogador mais valioso do torneio (MVP).

Cancelamento da Superliga

Serginho Seleção Final Olímpica
Serginho foi favorável ao encerramento da Superliga (CBV/Divulgação)

Serginho disputou a Superliga 2019/20 pelo Pacaembu/Ribeirão Preto, de São Paulo. Porém, a competição teve que ser paralisada faltando uma rodada para encerrar a fase de classificação devido à pandemia de coronavírus, que está interrompendo eventos no Brasil e no mundo.

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Nesta segunda-feira (20), a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se reuniu com os clubes e a Comissão de Atletas por videoconferência e decretou o cancelamento da Superliga.

“Sou favorável a essa decisão. Não tinha mais condições de continuar a Superliga, muito pelo contrário, tinha que encerrar mesmo. Foi o melhor caminho a ser escolhido”, afirmou Serginho

Foram favoráveis ao encerramento da competição os clubes EMS Taubaté Funvic, Vôlei Renata/Campinas (SP), Pacaembu/Ribeirão Preto (SP), Vôlei UM Itapetininga (SP), Ponta Grossa Vôlei (PR), Denk Academy Maringá Vôlei (PR) e Sesc RJ, além da Comissão de Atletas.

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Por outro lado, votaram pela continuidade as equipes Sada Cruzeiro (MG), Fiat/Minas (MG), América Vôlei (MG), Apan Blumenau (SC) e Sesi-SP. Sem campeão em 2019/20, o Taubaté continua como último vitorioso, já que levantou a taça na edição de 2018/19.

Carreira e quarentena

Serginho Seleção Final Olímpica
Serginho está em seu Haras, em Jarinu, nesse período de quarentena (Alexandre Loureiro/COB)

Sem competições para serem disputadas por consequência da pandemia de coronavírus, Serginho está cumprindo seu período de isolamento em seu Haras, em Jarinu. Mesmo sem jogos, o atleta segue se mantendo em atividade.

“Esse dia a dia da quarentena estou ficando no meu Haras. É aqui que faço minhas coisas junto com meus cavalos. Estou malhando o que consigo malhar e descansando também. É aproveitar para descansar, mas, ao mesmo tempo, cuidar da saúde e da mente”, disse o atleta.

Por fim, o Serginho está usando essa fase em seu Haras para tomar decisões com relação a sua carreira. O atleta está decidindo se dá prosseguindo ou se anuncia a aposentadoria, finalizando sua vitoriosa carreira.

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“Ainda não conversei com ninguém de Ribeirão Preto e com nenhum outro clube. Estou pensando também se continuo jogando ou se encerro a minha carreira. Acredito que logo mais tomarei uma decisão a respeito disso”, concluiu o bicampeão olímpico e finalista pela seleção em quatro edições da competição.

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