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Scheidt - Mundial de Laser

Vela

De olho em Tóquio, Scheidt estreia no Mundial nesta terça

Bicampeão olímpico já tem o índice para Tóquio 2020, mas ainda precisa garantir a vaga, o que pode acontecer neste Mundial da Classe Laser

(Foto: Divulgação)

De olho em Tóquio, Scheidt estreia no Mundial nesta terça

Robert Scheidt estreia no Campeonato Mundial da classe Laser 2020 nesta terça-feira (11), em Melbourne, na Austrália. Aos 46 anos, dono de 14 troféus de campeão do mundo – 11 na Laser e três na Star – o veterano vai competir contra atletas até 20 anos mais jovens e busca elevar o nível de sua velejada, focado garantir de vez a vaga em Tóquio 2020.

Scheidt retornou à classe Laser em 2019, após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio 2016. Nesse período de readaptação às novas técnicas e nova mastreação, cumpriu seu objetivo principal, que foi o índice para Tóquio, com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, em julho.

Agora, vai competir na Austrália para carimbar o passaporte olímpico, pois ainda precisa esperar a convocação final para a delegação brasileira. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perde a vaga para os Jogos do Japão se outro atleta do Brasil subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020. Segundo informações da organização do campeonato, além de Scheidt, o Brasil terá apenas mais um representante em Melbourne, o velejador Gustavo Nascimento, de 24 anos.

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“O objetivo é tentar fazer um bom mundial, mas, acima de tudo, sem esquecer que é mais um evento no processo para medir forças e melhorar o que precisa ser melhorado visando a Olimpíada do Japão. Claro que quero fazer o melhor possível, mas sei que ainda não estou com 100% da minha forma”, explicou o velejador.

“Já corri muitos Campeonatos Mundiais e ganhei várias vezes, mas é muito especial estar aqui na Austrália para mais uma disputa. Me faz lembrar quando comecei, com 17 anos”, completou.

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Scheidt espera uma competição desgastante em Melbourne. “Este, provavelmente, será campeonato mais duro do ano em termos físicos, pois serão seis dias com duas regatas cada, com expectativa de vento muito forte”, avaliou.

Serão 130 velejadores de 45 países, muitos dos quais também em campanha para Tóquio. “Será muito importante começar com boa médias, evitar grandes erros nos primeiros dias e construir uma média de resultados. Assim, será possível conquistar classificação para a fase final, nos últimos três dias, quando o campeonato é realmente decidido”, finalizou.

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