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ALISON MEDALHA DE BRONZE JOGOS OLÍMPICOS TÓQUIO 2020 400 M COM BARREIRAS MEDALHA DE BRONZE

Tóquio 2020

Alison dos Santos quebra marca pela 6.ª vez e é bronze nos 400 m com barreiras

Alison dos Santos brilhou na pista do Estádio Olímpico de Tóquio e conquistou o bronze nos 400 m com barreiras com direito a novo recorde sul-americano

Wagner do Carmo/CBAt

Alison dos Santos quebra marca pela 6.ª vez e é bronze nos 400 m com barreiras

Com apenas 21 anos, Alison dos Santos colocou seu nome na história do esporte brasileiro. No começo da madrugada desta terça-feira (3), o paulista de São Joaquim da Barra quebrou pela sexta vez em 2021 o recorde sul-americano ao marcar 46s72 e conquistou a medalha de bronze dos 400 m com barreiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O norueguês Karsten Warholm ficou com a medalha de ouro com direito à quebra do recorde mundial com a marca de 45s94.

“Foi uma prova incrível, tipo, quando você está correndo, você não tem noção do tempo que você vai fazer, mas eu sabia que a prova estava realmente muito forte. Sabia que eu tava brigando para fazer um bom tempo, correndo rápido para fazer história e, quando eu passei a linha, que eu olhei pro telão, vi aquele resultado. Eu sabia que eu tinha feito o meu recorde e fiquei muito feliz por isso. Eu fiquei muito contente e ainda a gente quer mais! A gente quer continuar evoluindo quer cada vez ser melhor”, declarou Alison dos Santos logo depois de garantir a medalha de bronze.

Alison dos Santos 400 m com barreiras Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 Karsten Warholm
Wagner Carmo/CBAt

Foi uma das maiores provas de todos os tempos do atletismo mundial. Além do recorde mundial de Karsten Warholm e do sul-americano de Alison dos Santos, Rai Benjamin, dos Estados Unidos, que ficou com a prata, fez a melhor marca da história da América do Norte com 46s17. Os dois primeiros colocados correram abaixo da antiga melhor marca do planeta, que era 46s70, apenas dois centésimos a menos do que o tempo feito pelo brasileiro na final dos 400 m com barreiras.

“Realmente uma prova uma prova louca, uma prova muito forte, uma prova histórica onde fizeram o que achavam que era impossível: quebraram a barreira dos 46s, três atletas correram abaixo de 47s, tipo, a prova mais forte da história e eu fico muito feliz de estar fazendo parte disso, de estar fazendo a prova cada vez ser mais forte”, afirmou Alison dos Santos.

Gaspar Nóbrega/COB

Dos três medalhistas, Alison dos Santos é o mais jovem. Ele tem 21 anos, quatro a menos do que Karsten Warholm e Rai Benjamin. Por conta disso, o brasileiro acredita que pode em breve correr tão rápido quanto os adversários.

“Nesta temporada, eu competi bastante contra eles. A gente viu que eles sangram igual a gente. Todo mundo é de carne e osso. Todo mundo treina, todo mundo tem sofrimento e o que eles fizeram hoje, o que a gente fez hoje, é mérito e, com trabalho e dedicação, a gente consegue evoluir, consegue melhorar e e cada vez chegar mais próximo do recorde mundial e quem sabe um dia a gente se tornar um recordista mundial”, imagina Alison dos Santos.

Além do que os três medalhistas fizeram na final dos 400 m com barreiras, mais três marcas nacionais foram quebradas durante a prova com o quarto colocado Kyron McCaster, de Ilhas Virgens, quarto colocado com 47s08, Yasmani Copello, da Turquia, com 47s81 na sexta colocação, e Rasmus Magi, da Estônia, sétimo com 48s11. Fora que Abderrahman Samba, do Qatar, que terminou em quinto com 47s12 fez seu melhor tempo no ano.

TRAJETÓRIA

A vaga para a final, Alison dos Santos conquistou no domingo ao bater o recorde sul-americano pela quinta vez em 2021 com a marca de 47s31. Em uma das provas mais fortes e equilibradas do atletismo atual, o brasileiro mostrou muita confiança em seu desempenho e, apesar da juventude, não pareceu sentir o peso de estar disputando os Jogos Olímpicos pela primeira vez.

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Orientado pelo treinador Felipe de Siqueira, o atleta de 2,00 m e 76 quilos ficou mais de um ano sem competir – de 30 de setembro de 2019, quando ficou em sétimo lugar no Mundial de Doha, até 10 de abril de 2021, data em que competiu em Azusa, nos Estados Unidos.

Wagner Carmo/CBAt

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A pandemia da COVID-19 interrompeu a evolução demonstrada em todo o ano de 2019, quando bateu sete vezes o recorde sul-americano da categoria sub-20, culminando com a marca de 48.28 em Doha. No final de 2020, quando se preparava para estrear na temporada acabou sendo contaminado pelo coronavírus e não pôde participar do GP Brasil Caixa de Atletismo e do Troféu Brasil em dezembro.

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Em 2021, Alison retomou a evolução de 2019. No dia 9 de maio, em Walnut, nos Estados Unidos, bateu os recordes brasileiro e sul-americano, com 47.68. O recorde brasileiro anterior era de Eronilde Araújo, com 48.04, desde 1995, e o sul-americano era do panamenho Bayano Ali Kamani, com 47.84, desde 2005.

Os seis recordes sul-americanos batidos por Alison dos Santos nos 400 m com barreiras4 em 2021:

46.72 – 3/8 – Tóquio (JAP)

47.31 – 1/8 – Tóquio (JAP)

47.34 – 4/7 – Estocolmo (SUE)

47.38 – 1/7 – Oslo (NOR)

47.57 – 28/5 – Doha (QAT)

47.68 – 9/5 – Walnut (USA)

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