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Nathalie filomena dá aulas de natação e está na seleção de vôlei sentado desde 2006. Foto- Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

Tóquio 2020

Jogadoras se dividem entre o vôlei sentado e profissão fora das quadras

Estar com a seleção de vôlei sentado requer readequação de agenda para Jani Freitas, que é fisioterapeuta, e Nathalie Filomena, professora de natação

Nathalie Filomena dá aulas de natação e está na seleção de vôlei sentado desde 2006. Foto- Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

Jogadoras se dividem entre o vôlei sentado e profissão fora das quadras

A seleção brasileira feminina de vôlei sentado esteve até o último domingo no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a segunda fase de treinos do ano. Ao todo, nove atletas estiveram reunidas no período e, para algumas, ser convocada requer planejamento e readequação de agenda, uma vez que têm de conciliar a carreira no esporte com outra profissão fora das quadras. É o caso das atletas Jani Freitas, que é fisioterapeuta, e Nathalie Filomena, professora de natação.  

Formada em fisioterapia desde 2015, Jani Freitas atende seus pacientes de forma particular e já trabalhou em clínicas. A jogadora de vôlei sentado precisa conciliar os treinos, fases de treinamento, com os pacientes nas sessões de fisioterapia.

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“Eu sempre converso com os meus pacientes antes, explico que sou atleta e que precisarei me ausentar em alguns momentos, como para as fases de treinamento. Deixo agendado exercícios para que o tratamento não seja interrompido durante a minha ausência”, conta Jani, que perdeu parte da perna esquerda, acima do joelho, após ser atropelada por uma carreta em 2006.  

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Já Nathalie Filomena, que tem paralisia no braço esquerdo, está na seleção de vôlei sentado desde 2006 e, há dez anos, concluiu a graduação em Educação Física. “Conciliar a faculdade e a rotina de atleta de alto rendimento foi difícil, mas os professores foram compreensíveis e me davam prazos maiores quando tinha fases de treinamento, por exemplo”, recorda.  

Atualmente, Nathalie trabalha dando aulas de natação na prefeitura de Suzano, cidade em que reside, e em alguns projetos sociais. “A natação é minha segunda modalidade do coração. Tive a oportunidade de fazer estágio na natação durante a faculdade e me apaixonei. Quando sou convocada, sou liberada e um professor substituto fica no meu lugar”, conta.  

Ambas são medalhistas de bronze no vôlei sentado nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, melhor resultado brasileiro em Jogos da modalidade, e vice-campeãs parapan-americanas em Lima 2019. Com a prata na capital peruana, o Brasil está classificado para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.  

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